A voz rouca das ruas não é de gripe!

Por Renato Cunha

Governadores hipócritas, como Dória,  tentaram intimidar manifestações pró Bolsonaro usando o coronavírus, mas nada fizeram em relação ao transporte público e outros lugares de grandes aglomerações públicas.

Vejamos o metrô de São Paulo por exemplo , que ocupa a 12. ª posição em número de passageiros transportados por ano, com incrível marca de 1,1 bilhão de passageiros, ou seja, 3 milhões de passageiros diários, muito mais que os manifestantes que foram às ruas hoje em todo o Brasil ao ar livre.

No Rio de Janeiro milhares de cariocas nas praias, também ao ar livre óbvio, mas e os shoppings pelo Brasil a fora, todos abertos?

Acho corretíssimo o cancelamento de eventos esportivos e das aulas das nossas crianças, mas me parece algo com intenção midiática e não prática.

O que parece é que as autoridades estão correndo para lavarem suas nádegas perante a mídia, quase sempre sensacionalista e pouco racional.

Em que pese a unânime compreensão que devemos diminuir a escalada do contágio do coronavírus, sobretudo diante do já caótico e precário sistema de saúde que temos, o que assistimos são decisões politiqueiras que visam desvirtuar este problema e os demais que já vínhamos enfrentando e padecendo. 

Fica bonito na fita o governador proibir aglomerações como fez Ibanez em Brasília, mas é feio quando ele nada faz em relação ao transporte público, que notadamente é um lugar de contágio em grande escala.

Parece que o grande medo de muitas das autoridades públicas não foi o vírus, mas o povo na rua protestando a favor do governo, cujo o Presidente desaconselhou em rede nacional de rádio e televisão.

Agora, os que foram às ruas mesmo assim, merecem respeito, não foram apenas em defesa de um governo que elegeu tem pouco mais de um ano, os brasileiros que novamente vestiram verde e amarelo foram para reafirmar que querem mudança, que querem que as instituições trabalhem em pró do Brasil, de forma honesta e proativa.

Casos de corrupção não serão tolerados, acordos espúrios entre o executivo e parlamentares muito menos, como foi o acordo da reeleição com FHC, do mensalão de Lula e o Petrolão de Dilma. Entenderam Rodrigo Maia e Alcolumbre?

Inadmissível assistir casos de corrupção como os vistos na Paraíba, que desviaram dinheiro da saúde, matando pessoas nas filas e corredores dos hospitais públicos e em momentos de crise com este do coronavírus, infelizmente, podem matar muito mais.

A vozes roucas das ruas nunca matarão ninguém numa democracia, já a vozes mansas dos acordos…

A imagem pode conter: Renato Cunha Lima Filho, óculos e close-up
 Renato Cunha

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