Cristianismo cresce mais rápido do que em qualquer outro momento da história

Mas continua declinando na Europa e nos Estados Unidos. Pesquisadores explicam movimento.

Quando percebemos a situação do cristianismo no mundo hoje, vemos uma imagem um tanto quanto surpreendente. Em muitas partes, há notícias inspiradoras sobre o crescimento da igreja. Em outras, nem tanto.

Na África e na Ásia há milhões de pessoas conhecendo a Cristo através de grupos de discipulado. Quase todos os povos africanos estão experimentando a transformação do evangelho nos últimos 12 anos, apesar da perseguição.

Comunidades muçulmanas inteiras estão sendo impactadas pelo amor de Jesus, onde o islamismo imperou por séculos.

A média de conversões diárias por continentes, segundo dados do The Status of Global Christianity [O status do cristianismo global], entre 2000 e 2020 (7300 dias) foi:

  • 37835 (África)
  • 16988 (América Latina)
  • 12443 (Ásia)
  • 1999 (América do Norte)
  • 473 (Oceania)
  • 8 (Europa)

O que faz surgir a pergunta: o que a igreja do hemisfério sul está fazendo de diferente?

Buscando responder o questionamento, dois pesquisadores, Glenn Sunshine, professor e Jerry Trousdale, pastor e missionário passaram cinco anos identificando vários valores bíblicos que são adotados na “igreja do hemisfério sul”, mas não na “igreja do hemisfério norte”.

Da pesquisa surgiu o livro The Kingdom Unleashed [O reino descoberto]. Os pesquisadores também resumiram algumas das suas descobertas ao The Christian Post. São elas:

Oração abundante e ousada

Na África é normal que igrejas passem de 50 a 100 dias em oração e jejum. Nas igrejas americanas, os períodos de jejum e oração não são a norma e, se houver reuniões de oração, pode haver poucos participantes. Pesquisas também revelam que americanos passam pouco tempo no “lugar secreto”.

É fácil confiarmos em nossos muitos recursos, e não em Deus. E, no processo, perdemos o privilégio de depender de Deus todos os dias.

No “sul”, as pessoas geralmente não têm escolha a não ser confiar em Deus para atender às suas necessidades – elas não tem os recursos para pensar o contrário. Sua consciência aguda de suas necessidades os leva a orar não apenas por suas necessidades físicas, mas também por orientação e direção, poder e descobertas espirituais, curas, libertações e identificação de pessoas para discipular.

Discipulado para conversão

Evangélicos do “norte” tendem a pensar no cristianismo em termos de conversão, perdão de pecados e vida eterna. No “sul”, eles se concentram muito menos na conversão e mais no discipulado.

Quando Jesus chamou os Doze, ele os discipulou por quase três anos antes de pedir uma declaração de fé: “Quem vocês dizem que eu sou?”.

Em outras palavras, ele os discipulou à conversão, em vez de convertê-los e depois discipulá-los.

Discipulado baseado na obediência

Até a ideia do que significa ser um discípulo é diferente. Para nós, o discipulado é baseado no conhecimento. Mas na Grande Comissão, Jesus nos diz para fazer discípulos (não convertidos) e ensiná-los a obedecer a tudo que Ele ordenou.

O discipulado bíblico é, portanto, baseado na obediência, não no conhecimento.

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