URGENTE: Pesquisadores aplicam ‘overdose’ em 81 pacientes ‘cobaias’ com Covid-19 em Manaus

Manaus / Um experimento extremamente imprudente, realizado no Brasil e intitulado como “ensaio clínico” sobre o uso de cloroquina em pacientes com coronavírus chinês (SARS-CoV-2), foi publicado no sábado (11) no medRxiv, um servidor on-line de artigos médicos antes de ser submetido à revisão por outros pesquisadores. Os pesquisadores usaram alta dosagem de cloroquina (CQ), na tentativa de demonstrar que a hidroxicloroquina (HCQ) “não é um medicamento seguro”.

O experimento realizado foi de tamanha irresponsabilidade por usar pacientes como cobaias.

O experimento envolveu 81 pacientes hospitalizados com o covid-19 no Hospital e Pronto Socorro Delphina Rinaldi Abdel Aziz, na cidade de Manaus. E aparentemente, ele foi financiado com verbas federais alocadas por senadores no Brasil.

Envolvidos

Segundo a declaração de financiamento publicada no medRxiv, o “estudo” foi financiado pelo Governo do Estado do Amazonas e patrocinado pela Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado, Farmanguinhos (Fiocruz), SUFRAMA, CAPES, FAPEAM e fundos federais concedidos por uma coalizão de senadores brasileiros. Na parte de “agradecimentos” do estudo, aparecem os nomes dos senadores: Eduardo Braga (MDB) e Eduardo Gomes (Solidariedade).

Os pesquisadores envolvidos no experimento são: Mayla Borba, Fernando de Almeida Val, Vanderson Sousa Sampaio, Marcia Araujo Alexandre, Gisely Cardoso Melo, Marcelo Brito, Maria Mourao, Jose Diego Brito Sousa, djane Baia-da-Silva, Marcus Vinitius Farias Guerra, Ludhmila Hajjar, Rosemary Costa Pinto, Antonio Balieiro, Felipe Gomes Naveca, Mariana Xavier, Alexandre Salomao, Andre Siqueira, Alexandre Schwarzbolt, Julio Henrique Rosa Croda, Mauricio Lacerda Nogueira, Gustavo Romero, Quique Bassat, Cor Jesus Fontes, Bernardino Albuquerque, Claudio Daniel-Ribeiro, Wuelton Monteiro, Marcus Lacerda.

Alta dosagem

Como as diretrizes nacionais do Brasil recomendam o uso de hidroxicloroquina em combinação com azitromicina e o sulfato de zinco em pacientes com coronavírus chinês, os “pesquisadores” disseram que incluir um placebo em seu estudo – considerado a melhor maneira de avaliar um medicamento – era uma “impossibilidade”.

Os “pesquisadores” utilizaram um alta dosagem de difosfato de cloroquina: 900 mg e 1.200 mg por 5 dias, que é 3 vezes mais do que a dosagem recomendada. Nota-se que os “pesquisadores” utilizaram o difosfato de cloroquina (CQ), uma versão menos segura e mais cardio-tóxica do que a hidroxicloroquina (HCQ).

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