Ato antifascista termina com detenções em Belém

Com aparato ostensivo de segurança pública, com mais de uma dezena de viaturas e cavalaria da Polícia Militar (PM), uma manifestação marcada para às 9h deste domingo (7), no Mercado de São Brás, foi alvo de fiscalização e dispersão. O movimento tinha como bandeiras o fim do racismo e o antifascismo.

Cerca de 30 pessoas foram detidas e encaminhadas à Seccional da Cremação, da Polícia Civil. De acordo com participantes do movimento, desde as primeiras horas da manhã, manifestantes começaram a circular no local, em grupos de cinco a dez pessoas, evitando aglomeração como recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelos governos municipal e estadual.

Em seguida, oficiais da PM passaram a abordar pessoas nas paradas de ônibus e na calçada em frente ao mercado. 

Segundo a corporação, o objetivo era fazer cumprir o decreto estadual, publicado pelo governador Helder Barbalho, que impede aglomerações de mais de 10 pessoas. Na revista, segundo os policiais, foram encontrados canivetes e coquetel molotov. Jovens foram presos por descumprir a ordem de dispersão.

Raphael Castro, do Movimento Antirracista de Belém, afirma que a intenção do movimento organizado era demarcar a posição política contra o racismo e o fascismo, não provocar aumento de contaminação por coronavírus.

“A quantidade da repressão e intimidação policial, com cerca de 200 oficiais, foi desnecessária. Nós não somos contra o isolamento. Acreditamos que o Estado deveria garantir a possibilidade das pessoas se isolarem e isso não foi feito”, argumenta. Raphael Castro diz ainda que, em nenhum momento, foi incentivado enfrentamento com a polícia. “No período de organização, a todo momento, desencorajamos as pessoas desse tipo de comportamento. A intenção sempre foi fazer um ato pacífico”, reforça.

Após diálogo com a PM, os manifestantes formaram um grupo de 10 pessoas para fazer uma foto e registrar a realização da ação. Com punhos erguidos, eles gritaram palavras de ordem pela democracia e contra o presidente Jair Bolsonaro. O coronel Pedro, da PM, disse que não poderia informar o contingente exato de oficiais voltados para a operação, por ser informação sigilosa.”Da mesma forma que fizemos nas manifestações a favor do governo, fazemos agora. Não temos lado”, afirmou.

Fonte O Liberal

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