Famílias fortes, sociedades saudáveis, por Patrícia Castro

O mundo moderno não valoriza mais o casamento como valorizavam nossos antepassados. Exemplos de casamentos infelizes não nos faltam para nos fazer pensar muitas vezes antes de querer assumir um compromisso para todo o sempre. Essa irrelevância do casamento refletiu nas leis que facilitaram o divórcio, o que logo refletiu nas estatísticas: hoje, para cada três casais que se unem em matrimônio, um termina em divórcio.

Não há como negar que a união entre duas pessoas com criações diferentes é desafiador: exige amor, decisão e renúncias, preço que o homem moderno, tão acostumado a viver para satisfazer seu próprio ego, em muitos casos, não está disposto a pagar. Sacrificam o casamento para não sacrificar o ego. Não estou querendo dizer que não há casos extremos nos quais o divórcio seja realmente o melhor caminho, ou que todos os divorciados são egocêntricos. Apenas que o casamento não tem sido mais tão valorizado como era no passado, quando um homem que tirasse uma mocinha da casa dos pais tinha a obrigação moral de cuidar dela para toda a vida. Vários são os fatores que contribuíram para essa desvalorização do casamento, mas isso é tema para outro artigo. Desta vez, tenho a pretensão de apenas defender a importância do casamento como forma de manter a sociedade saudável.

O casamento é importante porque é o começo da formação de uma família, base de qualquer civilização bem estruturada. Do casamento, nascem os filhos que são herança de Deus. Para nossa sociedade, formada pelos valores judaico-cristãos, a família é fundamental para a propagar os princípios, formar patrimônio e transmitir a propriedade. Famílias unidas e bem alicerçadas prosperam mais. Uma sociedade que valoriza o casamento com certeza é uma sociedade mais forte e melhor estabelecida.

Os que fogem do compromisso matrimonial podem alegar que o casamento é apenas um contrato, mas não foi esse o pensamento de Deus quando disse: “Deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne”. O casamento é um sacramento divino e foi estabelecido por Deus tão logo criou o homem e a mulher. Poucos enxergam, que em última instância, o casamento simboliza a união de Cristo com sua noiva, a igreja.

É preciso que a igreja e, especialmente os pais, não se rendam à filosofia moderna que está destruindo o valor do casamento. Os pais devem preparar seus filhos para ser marido e pai quando crescerem. Ensiná-los a amar, guardar e prover suas famílias. Por outro lado, as mães devem transmitir os princípios de feminilidade para suas filhas ensinando-as graciosamente alegria de serem esposas e mães. O curioso é que à medida que os valores foram invertidos e cada um vive a desempenhar o papel que acha que é melhor para si, sem se preocupar com a vontade de Deus, o nível de insatisfação pessoal só tem aumentado. Prova disso são os consultórios de psicólogos, psiquiatras e salas pastorais estarem cada dia mais cheios, e no aumento do consumo de antidepressivos no Brasil e no mundo. As frustrações acontecem quando o homem decide andar fora do propósito para o qual foi criado.

Se os pais retomarem para si a responsabilidade de formar homens e mulheres aptos a construir famílias e a igreja reforçar os ensinamentos bíblicos a respeito da vontade de Deus com e através do casamento, quem pode lucrar com isso senão toda a sociedade?

Patrícia Castro é esposa, mãe, e jornalista.

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