Vacina chinesa: Pressão da grande mídia e de “órgão independente” ligado a OMS faz Anvisa recuar

Doria assina contrato para 46 milhões de doses da vacina chinesa e diz que  profissionais de saúde serão vacinados neste ano | São Paulo | G1

A pressão de setores da grande imprensa e de “comitê independente” formado na Organização Mundial de Saúde fez Anvisa recuar e autorizar novamente os testes com vacina chinesa.

A misteriosa morte do voluntário de 32 anos que participou de testes com vacina chinesa da Sinovac contra o Covid-19 ainda está em investigação. O objetivo é descobrir se há causalidade entre a vacina e a morte, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Mesmo sem uma conclusão a respeito, Anvisa já cedeu à pressão de jornais e de órgão ligado à OMS para retomar os testes, conforme nota publicada pela agência nesta quarta-feira (11). Anvisa informou que autorizou o reinício dos experimentos. Vários veículos da grande mídia seguem impondo pressão ao órgão para que a vacina chinesa seja usada. João Dória, governador de São Paulo também integra essa frente, também se opondo, nessa pauta, ao presidente Jair Bolsonaro e trabalhando em prol de suas parcerias comercias com a potência comunista asiática.

Na terça-feira (10), um “comitê internacional” criado pela própria Organização Mundial de Saúde mas que se diz “independente” argumentou em favor da volta dos testes com a vacina chinesa. De tal comitê o Ministério da Saúde recebeu um documento, e logo em seguida a Anvisa “reviu” seu posicionamento acerca da questão. Criado na própria OMS, o comitê é liderado por Helen Clark, ex-primeira ministra da Nova Zelândia tida como “amiga da China” e anti-americana.

Um laudo do IML também divulgado na terça-feira informou que a causa da morte teria sido suicídio. A Anvisa, contudo, alegando falta de informações sobre o ocorrido, também informou que só autorizaria a divulgação dos resultados após resposta conclusiva sobre a influência da vacina na morte. Ontem (11), o órgão alegou que irá retomar os testes mesmo sem o desfecho do mistério que ainda ronda a morte do voluntário.

“A ANVISA entende que tem subsídios suficientes para permitir a retomada da vacinação e segue acompanhando a investigação do desfecho do caso para que seja definida a possível relação de causalidade entre o EAG [evento adverso grave] inesperado e a vacina”, diz a nota.

O texto diz, ainda, que a Anvisa “não está divulgando a natureza” do evento adverso ocorrido “em respeito à privacidade e integridade dos voluntários de pesquisa”, o que apenas aumenta e mantém o mistério em torno da vacina de um país com longa tradição de falta de transparência.

A vacina CoronaVac é desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac. O governo de São Paulo fez uma acordo de compra de 46 milhões de doses, bem como a produção do imunizante,  pelo Instituto Butantan, que coordena os testes no Brasil.

O diretor-presidente da Anvisa, segundo o G1, disse que ainda aguarda dados completos e que a suspensão está mantida até que todas as informações sejam prestadas, afirmando que os testes só serão retomados após uma análise do caso por um “comitê internacional independente de segurança”.

(Com informações do Estudos Nacionais.)

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