Nas redes sociais, relatos sobre casos de óbitos em decorrência da coronavac , após pacientes serem imunizados, estão viralizando! É possível morrer de COVID mesmo tendo tomado as duas doses da vacina?

Nas redes sociais, relatos sobre casos de óbito em decorrência da COVID-19, após o paciente ser imunizado, viralizam e ganham grande repercussão. Em algumas postagens, a morte em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) é usada, inclusive, como uma justificativa para demonstrar a ineficácia dos imunizantes contra a doença.

Sim, pacientes que receberam as duas doses da vacinas contra a COVID-19 podem vir a óbito em decorrência da doença. Vários relatos em diversos países como no Chile, México, Brasil…

Outra questão é que estes casos não demonstram a falta de eficácia das vacinas, mas apontam para o fato de que a proteção de uma fórmula contra o coronavírus tem limites e não é de 100%. Por isso, medidas de proteção ainda são tão importantes para o Brasil, mesmo para aqueles que já receberam as duas doses de um imunizante.

Proteção contra a COVID-19 é imediata após a vacinação?

Um ponto que sempre deve ser considerado sobre os casos de óbitos em decorrência da COVID-19 é entender quando a pessoa foi imunizada e quantas doses recebeu. Por exemplo, após receber a primeira dose, a pessoa ainda precisa manter todos os cuidados de proteção — como evitar aglomerações e manter o uso de máscaras —, já que o sistema imunológico do indivíduo ainda não está preparado para combater uma eventual infecção. Alguma resposta, ainda baixa, só começará a ser formada após algumas semanas, dependendo do imunizante. Em outras palavras, uma única aplicação não basta para proteger uma pessoa das formas mais graves.

A maior capacidade protetora de uma vacina só deve começar a ser obtida após duas semanas da segunda dose. Nesse momento, anticorpos neutralizantes, aqueles que são capazes de barrar a entrada do coronavírus nas células saudáveis, já estão sendo produzidos. Para a vacina Covishield (Oxford/AstraZeneca), a taxa de eficácia — probabilidade de um imunizado não se contaminar — é de 72%. No caso da CoronaVac, a menor é 50,7%.

Vacinas contra o coronavírus têm eficácia de 100%?

A vacina mais criticada em todo mundo é a Coronavac…

Depois de muita polêmica, o Instituto Butantan divulgou a eficácia global da CoronaVac. Os dados mostram uma taxa menor que 50%, número que supera por pouco o limite de 50% estipulado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para aprovar as vacinas contra a covid-19.

Até o momento, nenhuma vacina aprovada contra a COVID-19 no Brasil —  e no mundo — apresentou uma eficácia de 100%. Nesta lista, entram a CoronaVac e a Covishield, mas também podem ser incluídas as fórmulas da Pfizer/BioNTech, a da Moderna e a Sputnik V, por exemplo. “Uma vacina totalmente esterilizante é muito difícil”, explicou o médico sanitarista e professor Sérgio Zanetta, enquanto comentava sobre a eficácia dos imunizantes ao Canaltech.

https://canaltech.com.br/saude/e-possivel-morrer-de-covid-mesmo-tendo-tomado-as-duas-doses-da-vacina-183509/

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