Lamentável! Pobreza avança em Alagoas e Renan Filho subutiliza fundo milionário

Com dados do IBGE registrando que 570 mil alagoanos vivem em situação de pobreza, com tendência de piora por causa dos efeitos danosos da pandemia no setor econômico, o governo de Renan Filho (MDB) represa recursos do milionário Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Fecoep), deixando para trás milhares de famílias esquecidas pelo Estado.

A falta de vontade política e de priorização da assistência social de alagoanos em vulnerabilidade nesta pandemia foi evidenciada pela deputada estadual Jó Pereira (MDB), integrante do Conselho do Fecoep.

Ela relata em reportagem do portal Gazetaweb que o colegiado tem se reunido ordinariamente e até extraordinariamente, mas não consegue avançar no direcionamento correto dos valores por falta de planejamento da gestão do governador responsável por aplicar o recurso, que é filho do relator da CPI da Pendemia, senador Renan Calheiros (MDB-AL).

“É inadmissível que, em plena pandemia, quando milhares de famílias alagoanas que vivem em extrema pobreza ficaram ainda mais vulneráveis, o Fecoep tenha guardado em caixa, no primeiro trimestre, cerca de R$ 88 milhões, provenientes de arrecadação, sem considerar o saldo remanescente”, desabafa a parlamentar.

Jó Pereira informa que o Fecoep foi estabelecido como um fundo oriundo do esforço de toda uma sociedade contribuindo com mais impostos. Não seria um novo imposto, mas um acréscimo de alíquota de um tributo já existente que sobrecarrega todos e com o objetivo específico de enfrentar o drama da extrema pobreza no nosso território.

“Ele não foi criado para perpetuar tal drama, fazendo apenas o apoio alimentar dos nossos irmãos alagoanos. Fecoep cabe melhorar os indicadores da extrema pobreza, com foco, planejamento, com ações multissetoriais que precisam ser simultâneas para que surtam os efeitos necessários. São ações que visam resgatar e assistir as pessoas em momentos como estes”, explica a parlamentar, ao jornalista Thiago Gomes.

diario do poder

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