França alertou EUA em 2015 sobre laboratório de Wuhan: China começou a violar em 2015 acordos de cooperação com a França. Paris avisou Washington, mas o contribuinte americano continuou financiando pesquisas em Wuhan até 2019

França alertou EUA em 2015 sobre laboratório de Wuhan

A França emitiu alerta aos EUA em 2015, expressando preocupações sobre as pesquisas desenvolvidas no Instituto de Virologia de Wuhan, complexo construído em conjunto entre a China e o país europeu.

À época, oficiais da inteligência francesa alertaram o Departamento de Estado Americano que a China estava violando os acordos de cooperação com a França para o desenvolvimento de pesquisas no laboratório.

O acordo entre a França e a China foi iniciado em 2004. A França desenhou o laboratório, deu treinamento em biossegurança e compartilhou grande parte de sua tecnologia com os chineses. 

A cooperação franco-chinesa teve amplo apoio de políticos franceses. Mas as autoridades de segurança nacional francesas não queriam compartilhar tecnologia sensível com uma ditadura não aliada e temiam que o laboratório pudesse um dia ser transformado em um “arsenal biológico”, relatou o jornal francês Le Figaro.

“Os franceses imaginaram o instituto de Wuhan como um laboratório aberto e transparente que serviria à comunidade científica global no estudo de potenciais pandemias”, diz trecho de um telegrama enviado ao Departamento de Estado Americano, em abril de 2018, pelo cônsul americano em Wuhan.

Mas, aos poucos, o laboratório escapou completamente do controle dos cientistas franceses que deveriam supervisionar o trabalho dos pesquisadores chineses em Wuhan conforme um acordo entre Paris e Pequim, segundo o Le Figaro.

Em 2015, oficiais de inteligência franceses alertaram o Departamento de Estado dos EUA e seu próprio Ministério das Relações Exteriores que a China estava violando o acordo de colaboração no laboratório, disse David Asher, ex-funcionário do Departamento de Estado sob administração Trump que liderou as primeiras investigações sobre as origens da peste chinesa.

Segundo Asher, em 2017 os supervisores franceses “foram expulsos” do laboratório, enterrando de vez o acordo com a China e levando as autoridades francesas a alertar o Departamento de Estado Americano sobre as suas preocupações quanto às motivações chinesas.

Entre outubro de 2009 e maio de 2019, a Agência Americana de Desenvolvimento Internacional (USAID) repassou US$ 1,1 milhão à EcoHealth Alliance, sediada em Nova York, que repassou parte da verba ao Instituto de Virologia de Wuhan.

Entre 2014 e 2019, o Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH) repassou à EcoHealth Alliance um total de US$ 600 mil em subsídios. A verba também foi enviada ao laboratório chinês.

Asher afirmou ao Daily Caller que o NIH, o Departamento de Defesa e a USAID deveriam ter parado de enviar fundos federais dos EUA para o laboratório de Wuhan quando os franceses alertaram o Departamento de Estado em 2015.

Em janeiro de 2018, um telegrama da Embaixada Americana em Beijing ao Departamento de Estado alertou sobre a falta de técnicos altamente treinados para operar o laboratório.

As autoridades americanas que visitaram o Instituto de Virologia e fizeram o aviso via telegrama não foram autorizadas a retornar ao laboratório porque estavam fazendo “perguntas demais”, de acordo com Asher.

Com informações de Daily Caller

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