‘Pai’ das urnas eletrônicas e alvo de denúncia-crime: saiba quem é Giuseppe Janino

Pai da urna eletrônica preocupa-se com futuro de sua cria - 14/04/2018 -  Poder - Folha

Eduardo Bolsonaro já pediu para que Giuseppe entre no programa de Proteção à Testemunha, por tudo que ele pode saber

Giuseppe Jeanino, técnico do TSE, esteve no centro das denúncias de irregularidades nas urnas eletrônicas, feitas na última quarta-feira por Bolsonaro e o deputado Filipe Barros em entrevista à Jovem Pan.

Jeanino chegou ao TSE em 1996, e foi um dos grandes responsáveis pela implementação das urnas eletrônicas, que estreou nas eleições municipais do mesmo ano. Em maio de 2021, Janino saiu da chefia do TSE.

Anos antes disso, Giuseppe Janino entrara na mira do escrutínio público. Na CPI dos Crimes Cibernéticos de 2015, ele foi acusado de ter cometido o crime de falso testemunho, ao, de acordo com o site ”Convergências”, citar ”uma auditoria feita pelo PSDB, em relação às eleições de 2014, o qual “teria constatado a integridade dos programas”, o que não é verdade, pois  o relatório da auditoria foi em direção contrária, demonstrando a vulnerabilidade da urna e que o “inserator” [recurso de programação] jamais foi objeto de análise”.

A denúncia-crime contra Janino foi enviada ao então diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, em 2018. Porém, no fim do mesmo ano, Galloro aceitou o convite da então presidente do TSE, a juíza Rosa Weber do STF, para trabalhar ao lado dela no TSE. Ou seja: Galloro, o investigador, e Janino, o investigado, passaram a trabalhar juntos no mesmo órgão. Em 2020, Galloro foi nomeado assessor especial do juiz Luiz Fux, hoje o presidente do STF.

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