Atos em Brasília e disputa judicial por protesto em SP acirram clima para manifestações do 7 de Setembro

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Os protestos feitos por grupos indígenas na capital federal prosseguem pelo quarto dia seguido. Eles são contrários ao marco temporal para demarcação de terras. Os manifestantes atearam fogo em um “caixão” feito de papelão, em frente ao Palácio do Planalto, na praça dos Três Poderes. O caixão tinha frases como “marco temporal, não”, “fora garimpo”, “fora grileiros” e “condenação ao genocida”.

A fumaça era vista de longe. Os bombeiros foram acionados para apagar as chamas. Até mesmo o presidente Jair Bolsonaro postou vídeo em suas redes sociais com imagens do ato, com ponto de observação no Planalto. No post, Bolsonaro escreveu: “Este tipo de gente quer voltar ao poder com ajuda daqueles que censuram, prendem e atacam os defensores da liberdade e da Constituição Federal.”

O presidente não estava no Palácio no momento do ato, mas sim em Goiânia, participando de uma agenda. O assunto da demarcação de terras só volta ao julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) na quinta-feira, dia 1º de setembro. Com isso, há preocupação de que a questão se estenda e as manifestações se misturem às marcadas para o dia 7 de setembro, em apoio ao governo.

Em São Paulo, a mesma preocupação acontece. No entanto, em relação a possíveis confrontos entre grupos contra e pró-governo. Nesta sexta-feira, o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu que o governador João Doria não pode proibir atos contra Bolsonaro no 7 de setembro. Mas, desde que ocorram em locais diferentes dos protestos favoráveis.

Nesta sexta, antes da decisão judicial, João Doria comentou que a proibição veio da Secretaria de Segurança Pública. “A determinação da Secretaria de Segurança Pública foi não autorizar atos antagônicos no mesmo dia e, ao meu ver, acertadamente. Não faz o menor sentido. Nós já estamos vivendo um clima de tensão horroroso”, explicou Doria. Os protestos favoráveis ao presidente foram convocados para a Avenida Paulista. Os movimentos contrários convocam manifestações para o Vale do Anhangabaú. Os locais ficam distantes apenas três quilômetros.

*Com informações do repórter Fernando Martins

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