Flávio Bolsonaro diz que vai pedir ao MP para investigar Renan Calheiros pelo cometimento de 20 crimes enquanto relator da CPI da Covid

O senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) informou que vai enviar ao Ministério Público Federal um documento pedindo a investigação do senador Renan Calheiros (MDB-AL) pelo cometimento de pelo menos 20 crimes enquanto relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19.

Segundo o filho do presidente Bolsonaro, Renan Calheiros cometeu abuso de autoridade, calúnia, difamação, injúria, perseguição, estelionato e desrespeitou o direito dos advogados que acompanharam interrogados na CPI, entre outros crimes. O senador também apontou que o relator fez comunicação falsa de crime e usou violência ou ameaça a fim de interesse próprio.

A informação foi dada em uma transmissão em vídeo feita na tarde desta quarta-feira (20), após o fim da sessão da apresentação do relatório final na comissão. Na live, Flávio Bolsonaro não economizou nas críticas ao presidente e usou palavras de baixo calão por pelo menos dez vezes ao se referir ao relator da CPI.

Em tom de provocação, Flávio Bolsonaro afirmou que Renan pode se defender usando um artigo do Código Penal que isenta da pena “o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato”.

“Fica a dica de advogado para você, Renan. De repente, se você alegar isso aqui, você vai acabar se safando desses vários crimes que podem ser imputados a você no curso da CPI”, debochou.

Para Flávio, “tudo o que ele [Renan] mais fez foi inventar procedimentos ao longo da CPI desrespeitando jurisprudência, desrespeitando legislação, inovando para tentar atingir aquele objetivo pessoal que ele queria que era atingir o presidente Bolsonaro”.

O filho do presidente da República também chamou de “maluquices” o que colocado por Renan Calheiros no parecer. “É uma aberração, é uma alucinação que o senador deve estar tendo sem nenhum nexo jurídico em um relatório como esse. O Instituto que Renan usa é o anti-news, aquelas narrativas criadas completamente descoladas da realidade para tentar causar uma espécie de loucura a quem tem acesso a elas. Acho que o renan inaugura a modalidade de anti-news”, afirmou.

Flávio Bolsonaro também disse que o relator da CPI tem uma “história nebulosa” ao lembrar dos processos judiciais em que é envolvido. Atualmente, ele é investigado em dez inquéritos. “A ficha corrida do Renan Calheiros é longa”, frisou, além de acusar o senador alagoano de antecipar o período eleitoral. “Não suba no caixão das mais de 600 mil vítimas para antecipar a campanha de 2022”, disse.

Flávio Bolsonaro também as citações ao presidente Jair Bolsonaro no relatório final da comissão de inquérito são “sem pé nem cabeça”. Ele disse que o presidente da República não prevaricou no combate à pandemia e levantou que a CPI decidiu retirar o crime de genocídio atribuído a ele porque concluiu ser um crime incabível. “O Brasil já vacinou mais de 80% da população indígena em aldeia de forma completa, com duas doses ou dose única da vacina.

Na avaliação do senador, a “CPI foi o maior atestado de idoneidade do governo Bolsonaro”.

“Com toda essa devassa que foi feita, todas essas ilegalidades, abusos de autoridade, absolutamente nada foi encontrado com relação à corrupção no uso do dinheiro público em relação à pandemia. A coisa que eles acham de mais grave é acusar o presidente Bolsonaro de ser corrupto por causa de uma vacina que não foi comprada”, concluiu, citando o caso da vacina indiana Covaxin, que teve o contrato de R$ 1,6 bilhão cancelado após denúncias de irregularidades.

O Tempo

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