Diretor da Lei Rouanet rebate acusações de retrocesso: ‘Priorizamos a cultura real’

Nesta quarta-feira, 5, o programa Morning Show, da Jovem Pan, recebeu o Secretário Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura, André Porciuncula. Acusado de má gestão, o responsável pelos repasses da Lei Rouanet afirmou que sua condução tem prioridades diferentes das de governos anteriores e rebateu acusações de retrocesso na cultura. “O sujeito chega aqui e diz que é um retrocesso do governo federal, não explica em que termos, se o retrocesso é ruim ou é bom, o que é o retrocesso. Ele simplesmente lança o slogan como um dogma existente e a audiência tem que engolir esse dogma como se fosse verdade”, disse.  “Ano passado, na lei Rouanet, por exemplo, bateu recorde histórico de todos os tempos, R$ 1,9 bilhões investidos. Houve uma modificação de investimento e prioridades de investimentos. Você tinha grandes artistas que faziam farra com a lei Rouanet. Mudamos o eixo do investimento, a gente priorizou a cultura real. Investimento em patrimônios tombados, criamos portarias que davam prioridades. Resgatamos a história permanente da nossa nação.”

Porciuncula ainda afirmou que houve uma reforma no método de repasses da Lei Rouanet com sua chegada no governo federal. “Chegamos lá e tínhamos R$ 13 bilhões aplicados supostamente no setor cultural e não tinham sido auditados. Tínhamos uma capacidade de auditoria de 1.500 projetos por ano. A primeira coisa que a gente fez foi equilibrar, não posso aprovar mais projetos, foi feito uma portaria equilibrando nossa capacidade de auditar. Eles estavam acostumados a aprovar projetos desenfreadamente, quando a gente retraiu gerou essa gritaria que estaríamos destruindo a cultura nacional”, disse. O secretário afirmou que sua gestão é voltada para investimentos tecnológicos e de capacitação. “Foi um momento de estancar a hemorragia e criar ferramentas de tecnologia para poder capacitar a auditoria. É uma coisa simples, qualquer pessoa com empresa privada consegue entender que você não faz investimentos sem saber para onde esse investimento está indo”, concluiu.

jovem pan

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