Espera por ambulância já chega a 27 horas em Natal; idosa acamada delira de dor aguardando atendimento

A greve dos servidores da saúde de Natal, que completou um mês nesta quarta-feira (11), tem provocado cenários de desassistência a pacientes na capital potiguar. Uma das situações mais graves é a do Samu, que está operando com cerca de metade das ambulâncias por causa da paralisação de médicos cooperados, técnicos e enfermeiros.

Maria das Graças, de 73 anos, mora no Alecrim, a família espera uma ambulância do Samu desde as 6h da manhã desta quarta-feira. A idosa é cardiopata, tem diabetes e osteoporose e está com muitas dores desde a madrugada. Segundo a família, a idosa está tendo alucinações e delírios por causa das fortes dores.

“Liguei para a Samu e ela foi muito clara dizendo que não viria porque não tinha ambulância para fazer esse tipo de atendimento. Que a gente colocasse num carro e levasse para uma UPA ou qualquer outro hospital. Como a gente vai colocar um paciente acamado? Não é todo Uber que vai querer levar. Se estiver fraturada, vai piorar. A gente necessita”, afirmou uma parente.

Médicos cooperados que atuam em hospitais de Natal suspenderam os atendimentos nesta quarta-feira (11) por tempo indeterminado. Cerca de 200 profissionais da Cooperativa Médica do Rio Grande do Norte (Coopmed RN), contratada pela Prefeitura do Natal, cruzaram os braços alegando atraso de pagamentos por parte da gestão do prefeito Álvaro Dias (PSDB).

98 FM

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