Após Justiça revogar prisão, Ribeiro deixa prédio da PF em São Paulo

O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro deixou a Superintendência da Polícia Federal em São Paulo na tarde desta quinta-feira, 22, depois de o Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região revogar o mandado de prisão na Operação Acesso Pago. Ribeiro deve voltar para Santos, cidade do litoral paulista, onde vive com familiares.

Ao decidir pela soltura, o desembargador Ney Bello afirmou não ter encontrado embasamento para a determinação. “Ausência de contemporaneidade”. Ou seja, passou longo período entre as supostas denúncias (março deste ano) para o pedido de prisão preventiva (em junho). A medida também vale para os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura.

A principal acusação é de que o Ministério da Educação privilegiava prefeitos indicados pelos pastores Santos e Moura em repasses do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FDNE).

No Senado, opositores conseguiram as 27 assinaturas necessárias para pedir a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Ministério da Educação. O nome que permitiu atingir o mínimo regimental necessário partiu do senador Alexandre Giordano (MDB-SP).

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