Partidos questionam TSE sobre verbas do fundo eleitoral entre os candidatos

Os partidos políticos União Brasil, Partido Liberal, Republicanos e Progressistas levaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação solicitando que o repasse de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha seja permitido entre os candidatos a cargos majoritários (como presidente da República, governadores e senadores) e proporcionais (como deputado federal, estadual, distrital e vereadores) na mesma competência, mesmo que em legendas diferentes, mas coligadas na disputa majoritária.

“Diversas contas eleitorais de candidatos a vereador foram impugnadas e até mesmo desaprovadas, em razão do recebimento de doação de bens ou serviços estimáveis em dinheiro, oriundos de partido diverso daquele pelo qual concorreram, mas coligados no pleito majoritário”, comunicaram os partidos, ao mencionar as eleições de 2020.

As siglas informaram que a Resolução 23.607/2019, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proíbe o repasse desses fundos para partidos ou candidatos que não pertencem à mesma coligação. Para eles, a norma acaba invadindo a competência do Congresso Nacional, estabelecendo a vedação de repasses não previstos na Lei Eleitoral. Assim, a norma ofendeu a autonomia partidária prevista na Constituição Federal.

Os partidos comunicaram que a eleição municipal de 2020 foi a primeira depois da proibição de coligações nos pleitos proporcionais, sendo permitidas na disputa majoritária. Assim, argumentaram que a única interpretação cabível é que não existe proibição expressa ao repasse de verbas entre os candidatos a cargos majoritários e proporcionais de partidos diferentes, mas que estejam coligados nas eleições.

De acordo com as siglas, caso as regras do TSE permaneçam, nenhum candidato nas eleições proporcionais vai poder ter materiais na campanha que sejam financiados por dois fundos em conjunto com o concorrente da disputa majoritária de sua coligação, algo comum nas eleições. O ministro do STF Ricardo Lewandowski foi quem recebeu a ação.

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