Após o Carnaval, segunda metade do governo Lula começa desanimadora

O governo petista começa a semana (ou o ano, acabou o carnaval) mais borocoxô do que nunca, com a rejeição a Lula (PT) e a seu governo piorando a cada dia, como mostrou a pesquisa AtlasIntel divulgada há três dias. Para completar o inferno astral, a “bala de prata” para reverter a inflação de alimentos deve virar outro retumbante fracasso, como avaliam especialistas, e a cereja do bolo das notícias desanimadoras é a posse de Gleisi Hoffmann como ministra, nesta segunda-feira (10).

Zerar impostos de alimentos importados não funciona, é inócuo, avisa Daniel Vargas, economista da FGV. E a rejeição a Lula seguirá em alta.

Brigada com metade dos petistas e com todos os não petistas, Gleisi na “articulação” com o Congresso não há menor perigo de dar certo.

A escolha de Gleisi não tem a ver com suas qualidades e sim com a falta de opções: Lula não encontrou no Centrão quem topasse a difícil tarefa.

Disposto a tocar fogo no parquinho, Lula fez clara opção pelo “tudo ou nada” com Gleisi e talvez Boulos. Com grande chance de dar em nada.

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Correios agonizam com Taxxad e custos absurdos

Os prejuízos bilionários dos Correios não combinam com a nova vocação de um dos maiores operadores logísticos do País, em razão de um ativo preciso: sua presença em todos os 5.570 municípios brasileiros. Havia euforia na estatal desde 2022, quando registrou lucro de R$2,4 bilhões. De julho a setembro de 2024, a estatal faturou mais de R$1 bilhão em encomendas internacionais. Mas no meio do caminho tinha Fernando Taxxad e a taxação das blusinhas. Assim, o lucro sumiu, a festa acabou.

Alquebrada, a estatal de logística não pôde investir em tecnologia, como concorrentes privados, em robotização e rastreamento. Ficou para trás.

Competitividade afetada, Taxxad puxando-lhe o tapete e uma diretoria pouco qualificada, saiu até barato o prejuízo de R$3,2 bilhões em 2025.

Teve o “vale-peru” de R$200 milhões e a “universalização postal” de R$ 3,7 bilhões mantendo serviços postais obrigatórios altamente deficitários.

Poder sem Pudor

Magia negra no poder

José Sarney ainda era presidente interino quando certa noite telefonou-lhe o ministro da Justiça, Fernando Lyra, pedindo um encontro urgente para contar como a Polícia Federal desvendara as razões da enfermidade de Tancredo Neves, ainda lutando pela vida no hospital. Sarney recebeu Lyra e seu chefe de gabinete, Cristovam Buarque, quase às 2h da madrugada. Os dois exibiram um boneco espetado por agulhas, suposto “trabalho de vudu” encontrado nas imediações da Granja do Torto. Sarney perguntou-lhes pelas providências. Lyra reagiu orgulhoso: “Já procuramos um terreiro e o ‘trabalho’ foi desfeito, presidente!”

“Zeraram imposto de importação para aumentar a oferta de alimentos que o Brasil é o maior produtor. O problema não é a oferta, mas sim a demanda”, anota Carlos Jordy (PL-RJ): “Estão completamente perdidos”.

Um dos projetos de lei mais rejeitados de 2025, até agora, segundo levantamento no site e-Cidadania, é a criação do “Dia do Patriota” proposta pelo senador Magno Malta (PL-ES): 90% de votos negativos.

Para obedecer à determinação do STF, a Câmara precisa criar novas vagas de deputados federais para o Pará (4), Santa Catarina (4), Amazonas (2), Ceará (1), Minas Gerais (1), Mato Grosso (1) e Goiás (1).

Está na pauta de terça (11) da Comissão do Meio Ambiente do Senado convite para a ministra Marina Silva explicar (a falta de) ações ambientais do governo Lula em 2025, com Amazônia em chamas.

Frase do dia

O estelionato eleitoral cobra seu preço

Senadora Damares Alves (Rep-DF) sobre reprovação recorde de 53% de Lula (PT)

“Quando uma pessoa adoecer por contaminação dos alimentos, quem vai pagar a conta do tratamento?” pergunta o deputado Osmar Terra (MDB-RS) sobre a flexibilização sanitária para reduzir preço de comida.

O corte de US$400 milhões em contratos do governo americano com a universidade de Columbia, determinado por Donald Trump porque a instituição não combateu o antissemitismo, representaria, no Brasil, quase 40% do orçamento de todas as universidades públicas federais.

Qualquer semelhança é mera coincidência: filho mais velho do presidente dos EUA, Donald Trump Jr. teve que desmentir matéria que apontava preparações para sua candidatura a presidente em 2028.

Pesquisa da Federação de Pagadores de Impostos do Canadá aponta que o primeiro ministro do Canadá, Justin Trudeau, torrou US$5 milhões (R$29 milhões) somente fazendo reformas em suas casas. Parece Janja.

…em Brasília, o ano começa hoje.

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