Biden suspende importação de petróleo da Rússia: ‘Uma medida para aumentar o dano sobre Putin’

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta terça-feira, 8, que vai suspender a importação do petróleo e gás da Rússia em retaliação à invasão à Ucrânia que já chega ao seu 13º dia. “Não é mais aceitável ver o petróleo russo nos portos dos EUA. Estamos dando um golpe nos russos”, disse Biden durante seu pronunciamento. Ele também informou que essa é uma medida para aumentar o dano sobre Vladimir Putin.  “É necessário manter e elevar a pressão sobre Putin a sua máquina de guerra”, declarou. Durante sua fala, Biden ressaltou uma fala que já vem dizendo há tempos: “defender a liberdade tem um custo”. O preço da gasolina se aproximou dos US$ 5 por galão nesta terça-feira.

Biden informou que essa decisão é bipartidária e que foi tomada junto com os demais países ocidentais, contudo, deixou claro que sabe que muitos dos países europeus não podem acompanhá-los nessa decisão porque, diferente dos Estados Unidos que produzem uma grande quantidade de petróleo, a Europa não tem como ter o mesmo desempenho e é bastante dependendo do produto russo. “Estamos trabalhando junto com nossos parceiros europeus para saber como ajudá-los nesse momento”, disse o presidente norte-americano que também informou que os americanos estão apoiando os ucraniano e que estão enviando mais ajuda humanitária.

A informação sobre a sanção ao petróleo russo, já tinha sido adiantada pelo senador Chris Coons em entrevista à CNN. Outros líderes de países ocidentais devem seguir o mesmo caminho que os EUA. Na segunda-feira, 7, durante reunião com o primeiro-ministro do Canadá e da Holanda, o premiê britânico, Boris Johnson, defendeu boicote ao petróleo russo, mas informou que é importante respeitar o tempo de cada país. “A dependência é diferente em cada país. Não dá para simplesmente encerrar o uso do petróleo e do gás russo da noite para o dia”, declarou e complementou enfatizando que isso é algo que ninguém no mundo poderia fazer. Johnson também falou que cada país tem uma capacidade diferente de impor sanções. “Temos que considerar como todos podemos nos afastar o mais rápido possível da dependência de hidrocarbonetos russos, petróleo e gás russos”, completou.

Em retaliação às sanções econômicas impostas pelos países ocidentais após a invasão da Ucrânia, a Rússia ameaçou nesta terça-feira suspender o fornecimento de gás na Europa, decisão que fez com que o preço disparasse. Essa ameaça vem em um momento em que a União Europeia tem buscado alternativas para se tornar menos dependente do gás russo. São 40% de gás importado da Rússia, 27% do petróleo e 47% do carvão.

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