Mas, afinal, qual foi o crime cometido pela juíza Ludmila? Sentindo-se insegura no Brasil, asilou-se nos EUA. E, apesar de todos os transtornos já vividos por ela, cortam-lhe agora o acesso as suas próprias contas bancárias e não lhe permitem, sequer, receber seus proventos de magistrada aposentada.
Nem a odiosa ditadura de 20 anos, que meu pai e eu enfrentamos dia a dia, semana a semana, mês a mês…até que ela ruiu, nem ela foi tão mesquinha nessa análise do asilo político. Naquela época, o asilado não era importunada pela dura ditadura que sufocava o Brasil. Todas as ditaduras são efêmeras, algumas não chegam nem a se implantar de verdade.
Mas todas são efêmeras. Algumas poucas chegam a ser longevas demais, como a Cuba dos assassinos Fidel, Raul Castro e seus prepostos hoje no “comando”.
Lula, o “ingênuo”, outro dia exaltou o “salto econômico cubano”. Coitado. E coitadas das cubanas, que tentam sobreviver num clima e num regime que é verdadeira fábrica de prostituras.
Mas leiam com atenção: qualquer autoritarismo é efêmero. Passado – e passa mesmo – a ilusão do poder absoluto, sobram os inimigos, muitos inimigos, muitas contas a serem cobradas eternamente.
Já o democrata perde o poder, ganha com o sumiço de falsos “amigos”, mas pode desfilar, tranquilamente, pelas ruas do seu país, muitas vezes saudado pelos serviços que prestou.
O autoritário se perde na ilusão de um poder que o envaidece e assusta, ao mesmo tempo. O democrata é bem recebido nos bares, nos restaurantes, nos estádios de futebol.
O autoritário se auto condena a sentir a presença lúgubre de muitas sombras. O democrata, nas ruas, “corre o risco” de uma criança correr em sua direção, abraçar suas pernas e dizer, com a voz meiga das crianças: “quero ser seu (sua) amiguinho (a) para sempre”.
O autoritário se ilude, o democrata tem sorriso pleno e fácil!
