Com dívida de mais de R$350 milhões, Polishop pede recuperação judicial

A rede de varejo Polishop entrou com pedido de recuperação judicial devido a uma dívida de R$ 352 milhões. O pedido está sendo analisado pela 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo.

A equipe jurídica da empresa, do escritório NDN, argumenta que a recuperação judicial é a única solução para superar a atual crise econômico-financeira.

O objetivo é permitir que a Polishop supere as dificuldades, continue gerando renda, empregos e tributos, cumprindo assim sua função social.

Em 3 de abril, a Polishop, também conhecida como Polimport, já havia solicitado uma tutela antecipada, alegando que não estava apta a apresentar o pedido de recuperação por falta de documentos necessários.

A empresa buscava uma medida urgente para suspender as execuções da dívida e despejos, que poderiam inviabilizar o negócio. Uma liminar foi concedida no mesmo dia.

A empresa atribui a crise à pandemia e aos altos juros praticados no país. A Covid-19 resultou em uma queda de 70% no faturamento da Polimport, além do aumento dos custos fixos.

Além disso, houve um aumento significativo da taxa de juros sobre a captação da empresa, de 5% ao ano para mais de 20% ao ano.

Como resultado da pandemia, mais da metade das lojas físicas da Polimport foram fechadas desde 2020, resultando na demissão de cerca de 2 mil funcionários.

A rede, que já teve 280 lojas próprias, agora tem 49 pontos de venda em shopping centers.

Se a Justiça aceitar o pedido de recuperação judicial, as dívidas da empresa serão congeladas por 180 dias, período no qual a Polishop deve apresentar seu plano de reestruturação dos negócios.