Câmara nega pedido de impeachment do prefeito de Canoas por prevaricação durante as enchentes no RS

Durante sessão ordinária na Câmara de Vereadores de Canoas, desta terça-feira, 21, uma denúncia pedindo a abertura do processo de impeachment do prefeito Jairo Jorge por “infração político-administrativa”, assinada pelo advogado Rodrigo Schimdt da Silva, foi incluída na Ordem do Dia.

Durante a votação, vereadores que defenderam a abertura do processo de impeachment citaram negligência do prefeito por falta ou demora nos avisos de evacuação de alguns bairros alagados em Canoas e do Hospital de Pronto Socorro na maior enchente da história da cidade.

Alguns dos vereadores que se mostraram contrários à denúncia alegaram que “o momento é de união e não de encontrar culpados”.

Ao final da votação, foram 11 votos contrários e 7 a favor, com a abstenção do vereador Jefferson Otto – por parentesco com Jairo Jorge -, do presidente da Casa, Cris Moraes e de Gilson Oliveira.

Os motivos para impeachment:

  • Jairo Jorge gravou vídeo dizendo que não era necessário a evacuação em certos bairros que foram completamente alagados
  • Não tinha um plano de evacuação para os pacientes de UTI que ficou submersa.
  • O prefeito tinha estrutura disponível para transferência dos pacientes do HPS da Mathias Velho para o Hospital Universitário, mas não o fez. Como resultado, diversas pessoas internadas na UTI faleceram
  • Há diversos relatos de testemunhas, que se comprometeram a comparecer em juízo, caso necessário, de que a prefeitura retirou doações dos abrigos e levou para um local próprio, declarando que são do Governo Municipal, Estadual e da Defesa Civil