ACREDITE SE QUISER! Quem decide tudo no PL é Valdemar: Nunes disse que fez acordo político com Valdemar e não com Bolsonaro!

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta quinta-feira, 4, que o presidente nacional do PL (Partido Liberal), Valdemar da Costa Neto, garantiu o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro à sua campanha pela reeleição. Nunes ressaltou a importância de uma união entre o centro e a direita para derrotar a “extrema-esquerda”, representada por Guilherme Boulos (PSOL), seu principal concorrente na disputa pela Prefeitura. O prefeito também descartou a possibilidade de Ricardo Salles (PL) ser o nome de Bolsonaro na corrida eleitoral. “Ele (Valdemar) me confirmou que o assunto estava superado, martelo batido, e estaria caminhando junto com a gente, e portanto, a outra opção de candidatura estava descartada, quem decide tudo no PL não é Bolsonaro, é Valdemar”, disse o prefeito.

Nunes também fez críticas a Boulos, sem citar o nome do adversário. As afirmações foram feitas em entrevista à Radio Eldorado. Ele disse que não ouviu de Bolsonaro que seu apoio estaria condicionado à indicação de vice, mas que a opinião do ex-presidente e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) terão peso na definição do nome. O prefeito minimizou ainda as articulações do PT (Partido dos Trabalhadores) para que Marta Suplicy seja a vice de Boulos, afirmando que não vê a chapa como algo concreto.

Embate com Pablo Marçal; ‘vai a debate para fazer cortes’
Nunes voltou a criticar Marçal, referindo-se ao ex-coach como um “candidato que usa debate para fazer cortes”. “Não vai ao debate para debater, vai parar fazer corte. Aí não é algo razoável com os demais candidatos e com a população”, afirmou Nunes.

“Estamos bastante preocupados. Sempre tem alguma situação nas campanhas de fake news mas, nessa, está muito fora do razoável. Está extrapolando demais”, disse o emebedista. Segundo Nunes, os coordenadores das principais campanhas à Prefeitura da capital devem atuar em conjunto, para garantir uma “eleição limpa”.

“Vamos criar um movimento contando, inclusive, com a imprensa, para a gente reestabelecer um mínimo de respeito, um mínimo de condições para o eleitor tomar a sua decisão. É muita divulgação de mentiras e muitos ataques. O nível baixou muito”, disse Nunes, cobrando mais empenho da Justiça Eleitoral no combate à desinformação: “É muita conversa e pouca ação pelo Tribunal Regional Eleitoral”.