Justiça dos EUA autoriza Virgínia a proibir votos de não americanos

O tribunal não justificou sua ação, o que é comum em situações de emergência. A Suprema Corte resolveu interferir sobre esta questão após o juiz de uma instância inferior concluir que o estado eliminou de forma ilegal 1.600 registros eleitorais nos últimos dois meses.

O ex-presidente americano, Donald Trump, já havia criticado a decisão anterior por meio de suas redes sociais, o ex-presidente a chamou de “uma total e inaceitável farsa”, Trump complementou dizendo que “apenas cidadãos americanos deveriam ter o direito de votar”.

Entenda o Caso:

Glenn emitiu uma ordem executiva em 7 de agosto que determina que o estado verifique todos os dias suas listas de registro de eleitores com os dados do Departamento de Veículos Motorizados (DMV) para identificar não americanos.

O Departamento de Justiça junto a grupos de direitos civis processaram o estado no início de outubro, sob o argumento de que autoridade eleitorais da Virgínia estavam eliminando nomes do caderno eleitoral, violando desse modo uma lei eleitoral federal.

Protect Democracy, um dos grupos que entrou com o processo, citou entrevistas na mídia com outros eleitores, afirmando que a limpeza realizada pela administração Youngkin removeu cidadãos dos registros de eleitores.

O grupo em nota disse que o estado da Virgínia não apresentou provas concretas que provem que cidadãos não americanos estariam participando da eleição. “Este programa remove eleitores elegíveis. A Virgínia não apresentou nenhuma evidência de não-cidadãos participando das eleições. Porque não há nenhuma. E, na verdade, são eleitores elegíveis da Virgínia que foram pegos no meio deste esquema de subversão eleitoral”, afirmou a organização sem fins lucrativos por meio de comunicado.