OPINIÃO: Na política nada é de graça, não existe filantropia, existe o interesse pelo voto do eleitor, essa é a moeda vigente da democracia “pujante”. Entenda.

O preço do voto na articulação política dos bastidores que o eleitor desconhece. Entenda
Opinião:
Na política nada é de graça, não existe filantropia, existe o interesse pelo voto do eleitor, essa é a moeda vigente da democracia “pujante”. Entenda.
Se os partidos políticos são os responsáveis para manter a “democracia” funcionando, pode ter certeza, custa caro. Por outro lado, para o funcionamento dos partidos são necessários financiamento seja ele público ou privado (pessoa física).
Atualmente, existe um “bolo gigante de dinheiro público” dos pagadores de impostos chamado de Fundo Eleitoral, nas eleições de 2024 chegou a quase cinco (5) bilhões de reais, foi repartido pelo TSE e distribuído para os partidos políticos de acordo com o número representativos de deputados federais e senadores (bancada federal) representado no Congresso Nacional.
Existe a “cereja do bolo” que também é paga com dinheiro do contribuinte para os partidos políticos denominado de Fundo Partidário, essa verba é destinada a manutenção dos partidos políticos registrado e em dia com as obrigações junto ao TSE.
Não vamos aqui descrever outras despesas pagas pelo contribuinte para bancar a “festa democrática” do Brasil patrocinadas com o dinheiro público como o custeio e manutenção da justiça eleitoral – TRE e TSE. Essa “festa da democracia” não é de graça, acontece a cada dois anos no Brasil. As eleições bianuais deveriam ser transparentes, seguras e confiáveis para fazer valer o voto consciente, muitos preferem pagar multa a comparecer a tal “festa”.
Pouco se sabe como funciona os bastidores do financiamento dos candidatos. Quanto custa o valor do voto de um vereador em cidade de médio porte no Brasil? Depende da região, cidade e capital. Exemplo 1 – um candidato a vereador experiente escolhe o partido mediante quanto vai receber e o grupo que vai concorrer internamente. Um certo candidato que recebeu R$ 200,000,00 do Fundo Eleitoral e/ou do Fundo Partidário obteve 3.350 votos, o valor médio do voto ficou em R$ 59,70 por eleitor. Esse perfil de candidato (hipotético) é excelente para o partido no quesito custo-benefício, principalmente quando é o eleito dentro do grupo. Exemplo 2 – candidato do mesmo grupo partidário, recebeu do partido R$ 69.000,00 e tirou 553 votos a um custo de 124,77 por eleitor. Os votos foram importantes para o partido, porém a um custo elevado. Exemplo 3 – outro candidato da mesma legenda recebeu do partido 75.000 e conquistou 629 votos a um custo de R$ 245,09 por voto, candidato de alto custo para o partido. Assim por diante, o somatório dos votos faz a cadeira de vereador do partido, o eleitor é apenas a moeda do jogo.
Para deputado estadual, o jogo é milionário porque vale a participação no comando de um estado. A vitória para deputado estadual dependerá de vários aspectos, um deles é o “apoio financeiro” recebido do partido e transferido para as lideranças locais como vereadores, ex-vereadores, candidatos bem votados, mesmo que não tenham vencidos. O valor por eleitor conquistado poderá ser negociado em média de R$ 100,00 para tentar atingir 50% dos votos recebidos, depende é claro da cidade e reduto eleitoral. Mesmo assim, não é nenhuma garantia de retorno, mas normalmente são importantes para somar ao voto ideológico.
O maior cabo eleitoral para o candidato a deputado estadual, federal, governador e senador é o prefeito da cidade, o apoio poderá custar aquilo que o postulante esteja disposto a pagar para garantir a cadeira, o valor depende do tamanho do colégio eleitoral. O apoio do prefeito é uma negociação individual e fechada a sete chaves. Até porque o prefeito possui a máquina da prefeitura, a maioria dos vereadores, os secretários municipais sob seu comando, no mínimo o prefeito possui 50% dos votos por estar à frente do comando da máquina pública.
Por fim, nenhum deputado estadual sairá de um partido para outro sem ter negociado o valor que receberá do fundo eleitoral na próxima campanha eleitoral. Outro ponto, nenhum presidente partidário abriria mão dos seus deputados estaduais sem ter a garantia de um bom acordo financeiro e/ou posição política pretendido como retorno no próximo pleito de 2026. Como eu já tinha falado anteriormente, não briguem por políticos ou por partidos, pois no balcão dos negócios partidários você faz parte apenas da estatística como uma moeda de troca. Se o eleitor vota em partidos que usa o Fundo Eleitoral, faz parte desse jogo sujo. Fica a dica!