Governo Lula monitora taxação de aço e alumínio pelos EUA e avalia resposta

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está acompanhando com cautela a decisão dos Estados Unidos de impor tarifas sobre as importações de aço e alumínio. O anúncio foi feito pelo ex-presidente Donald Trump no último domingo (9/2) e confirmado pela Casa Branca na segunda-feira (10/2). A medida prevê uma taxação de 25% sobre todas as importações americanas desses metais, afetando diversos países, incluindo o Brasil.

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A decisão de Trump tem como objetivo proteger a indústria siderúrgica americana, mas gerou preocupações no comércio internacional e pode aumentar as pressões inflacionárias. Até então, o Brasil vinha escapando das taxações impostas pelos Estados Unidos, que atingiram principalmente Canadá, México e China. Agora, o país entra na lista de nações afetadas, o que pode prejudicar exportadores brasileiros.

Diante da nova política tarifária dos EUA, Lula afirmou no fim de janeiro que o Brasil pode adotar medidas de reciprocidade, o que incluiria taxar produtos americanos em resposta às tarifas sobre as exportações brasileiras.

“É muito simples: se ele [Trump] taxar, haverá reciprocidade do Brasil com os produtores brasileiros. Não tenho nenhuma dificuldade”, declarou Lula durante conversa com jornalistas no Palácio do Planalto.

Por outro lado, Trump minimizou possíveis retaliações ao assinar a medida. “Eu não me importo”, afirmou ao ser questionado sobre reações internacionais. “Se houver retaliação, nós retaliamos. É recíproco. Se eles aumentam, nós aumentamos automaticamente.”

Apesar da declaração de Lula, o Palácio do Planalto, o Itamaraty e os ministérios setoriais estão monitorando a situação sem tomar decisões imediatas. O governo busca avaliar o impacto das tarifas antes de adotar uma postura mais rígida.

Nos bastidores, cita-se como exemplo a recente negociação da presidente do México, Claudia Sheinbaum, que conseguiu adiar em um mês a imposição de tarifas americanas sobre produtos mexicanos ao negociar diretamente com Trump.