Candidatas mulheres terão garantidos 50% das vagas na segunda fase do CNU 2025 (Concurso Nacional Unificado). A decisão do Ministério da Gestão e da Inovação visa equiparar a disputa entre homens e mulheres.
Em coletiva de imprensa na segunda-feira (30), a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, disse que a pasta analisou que 54,6% das pessoas inscritas no CNU 2025 eram mulheres, mas elas foram minoria na segunda fase em sete das oito áreas do concurso.
Dweck explicou que a ação não garante às mulheres a reserva de vagas na aprovação do concurso público.
“Não é uma reserva de vaga para mulheres, como é o caso de pessoas negras, com deficiência, indígenas e quilombolas. Mas vamos fazer uma equiparação do percentual de mulheres que passam da primeira para a segunda etapa”, afirmou Dweck.
A ministra acrescentou que a ação visa dissipar a sobrecarga de trabalho para as mulheres. “Há duas coisas importantes na literatura: uma é a dupla ou tripla jornada [das mulheres], o que as prejudica nos estudos e gera desigualdade.”
A segunda etapa do concurso irá chamar um número de candidatos correspondente a nove vezes o número de vagas previstas.
O governo apresentou um exemplo para ilustrar como será feita a seleção para a segunda fase, conforme a nova regra.
Considerando um cargo hipotético com 20 vagas, serão convocados para a prova discursiva 180 candidatos, o equivalente a nove vezes o total de vagas. De acordo com as regras, 117 dessas pessoas serão da ampla concorrência (65%), e as 63 restantes serão candidatos cotistas (35%).
Se as 117 pessoas da ampla concorrência forem compostas por 65 homens e 52 mulheres, serão convocadas mais 13 mulheres. Isso iguala o número de homens e mulheres em 65 cada.
Isso significa que todos os homens classificados serão convocados para a prova discursiva. Ou seja, não haverá exclusão de candidatos, mas sim a inclusão de mais mulheres para garantir a equiparação.
Com informações da Agência Brasil
Fonte: CNN Brasil
