O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) utilizou as redes sociais nesta semana para atacar diretamente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em inglês, Eduardo sugeriu que o poder político de Lula dependeria exclusivamente da atuação de Moraes, e que, sem ele, o petista não passaria de um “bêbado de rua”.
A fala ocorre no contexto da recente imposição, por parte do presidente americano Donald Trump, de uma tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras. Para Eduardo, Moraes seria um obstáculo a uma resposta institucional do Brasil, e sua saída abriria caminho para “reação do Congresso” e até para a anistia dos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.
“Sem Moraes, Lula não teria saído da prisão. Sem Moraes, ele jamais teria sido eleito em 2022. Sem Moraes, ele ainda estaria preso”, escreveu Eduardo. A publicação, feita em inglês, é interpretada como uma tentativa de alimentar a pressão internacional sobre o ministro do STF, com foco específico no governo Trump.
Eduardo está nos Estados Unidos desde fevereiro, onde tem articulado com setores da direita americana a aplicação de sanções contra Moraes, acusado por ele de violar direitos civis ao conduzir inquéritos no STF e no TSE. O parlamentar também vem defendendo a anistia aos presos pelos atos golpistas de 8 de janeiro, e afirma que há votos suficientes no Congresso — faltando apenas, segundo ele, “romper o cerco institucional” imposto por Moraes.
“Se o Congresso sair das garras de Alexandre de Moraes, o Brasil volta a respirar”, disse o deputado em entrevista a veículos conservadores nos EUA.
Eduardo também deixou claro que está “100% pronto” para disputar a Presidência da República em 2026, caso o pai, Jair Bolsonaro, permaneça inelegível. “Se ele me passar a missão, estou pronto para cumpri-la”, declarou.
As declarações ocorrem em meio ao agravamento das tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, especialmente após a cúpula do Brics no Rio de Janeiro. Lula, durante o encontro, criticou a hegemonia do dólar e defendeu uma nova ordem financeira multipolar. Trump reagiu com sanções econômicas e alertou sobre medidas contra países que “se alinhem a políticas antiamericanas”.
Fonte: Hora Brasilia
