Magno Malta aciona PGR contra influenciadores por adultização

Senador Magno Malta Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O que começa como “conteúdo para redes sociais” pode esconder algo muito mais sombrio. Foi o que alertou o senador Magno Malta (PL-ES), ao protocolar nesta segunda-feira (11) uma notícia-crime na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os influenciadores Hítalo José Santos Silva, conhecido como Hytalo, e Israel Vicente, do canal Euro Oficial.

A acusação é de adultização infantil, prática de expor crianças e adolescentes em situações de conotação sexual para fins de audiência e lucro. A denúncia envolve a adolescente Kamylla Santos, hoje com 17 anos, mas que aparece nos vídeos desde os 12, usando roupas provocantes, fazendo coreografias sensuais e, em alguns casos, em eventos com público adulto e indícios de consumo de álcool.

O caso explodiu nas redes após o youtuber Felca expor trechos desses conteúdos e apontar que o material poderia atrair consumidores com interesse pedófilo. Para Malta, que já presidiu a CPI da Pedofilia e é autor de leis que reforçam o combate a crimes sexuais contra menores, os fatos descritos configuram mais do que má conduta, podem ser crime com rede organizada.

– O Brasil não pode normalizar a exploração da infância. Há leis, mecanismos e punições severas. O que falta é ação rápida para impedir que essas práticas continuem – declarou o senador.

O pedido enviado à PGR solicita:

-Retirada imediata dos conteúdos das plataformas;
-Perícia técnica nos vídeos publicados;
-Investigação sobre possível rede criminosa;
-Medidas protetivas à adolescente e a outros menores expostos;
-Atuação da Polícia Federal, diante da possibilidade de circulação internacional do material.

É importante ressaltar que o Ministério Público da Paraíba já conduz parte das investigações, mas Malta quer ampliar o escopo, unindo esforços de órgãos estaduais e federais.

– Proteger nossas crianças é dever de todos, mas principalmente de quem tem o poder de agir – disse.

Para o senador, cada dia que passa sem ação efetiva aumenta o risco de que novos casos surjam, alimentados por um mercado que, nas palavras dele, “transforma inocência em produto”.

Fonte: Pleno News