Governistas prometem fazer Flávio Bolsonaro “reviver o passado”

Diante da possibilidade de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ser o candidato da direita nas eleições de 2026, a base do governo já se articula para fazer o parlamentar “reviver seu passado jurídico”.

A ideia do entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve disputar a reeleição, é explorar casos controversos que marcaram o histórico de Flávio e, com isso, tentar descredibilizar a candidatura do senador.

Entre esses casos, está a investigação da “rachadinha” – esquema de desvios de salários que teria ocorrido no gabinete de Flávio quando ele era deputado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Embora a denúncia tenha sido anulada pela Justiça, o MP (Ministério Público) ainda tenta reabrir o caso. Isso deve ser usado pelos governistas para manter o assunto vivo perante a opinião pública.

Um tópico que também deve ser abordado pelos petistas, esse mais recente, é a suspeita da PF (Polícia Federal) de que a “vigília” convocada por Flávio fazia parte de um esquema para facilitar a fuga do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O ex-presidente, que tentou romper a tornozeleira eletrônica a pretexto de um “surto”, foi preso preventivamente em razão do episódio. Poucos dias depois, teve início a sua prisão definitiva. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista.

Outros casos que rondam o histórico do senador dizem respeito à compra de uma mansão de R$ 6 milhões em Brasília e à proximidade com milicianos como Adriano da Nóbrega, que foi morto em 2020 e chegou a ter familiares trabalhando no gabinete de Flávio.

O senador nega irregularidades. Em relação à candidatura, ele admitiu, dois dias após o anúncio, que pode recuar a depender das negociações. O “preço” seria a aprovação de uma anistia no Congresso Nacional e, consequentemente, a liberdade de Bolsonaro.

Fonte: CNN Brasil