PF vai ouvir servidores suspeitos de vazar dados fiscais de familiares de ministros do STF

A Polícia Federal vai ouvir os servidores da Receita Federal e do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) suspeitos de envolvimento no vazamento de informações fiscais de autoridades, entre elas familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na terça-feira (17), quatro pessoas foram alvo de mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. A partir de agora, os investigados deverão prestar depoimento aos delegados responsáveis pela apuração.

A investigação busca esclarecer se a quebra de sigilo fiscal da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, e do filho de outro integrante da Corte foi encomendada com a finalidade de comercialização das informações. A operação foi autorizada por Moraes, após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), no âmbito do Inquérito 4.781, conhecido como inquérito das fake news, que apura ataques coordenados contra integrantes do Supremo nas redes sociais.

Segundo o STF, os servidores investigados são:

Luiz Antônio Martins Nunes: técnico do Serpro, lotado na Delegacia da Receita Federal do Brasil (RFB) no Rio de Janeiro. É servidor público desde 1981;

Luciano Pery Santos Nascimento: técnico do Seguro Social, lotado na Delegacia da RFB em Salvador. É servidor público desde 1983;

Ruth Machado dos Santos: técnica do Seguro Social, lotada no INSS em Santos (SP). É servidora pública desde 1994;

Ricardo Mansano de Moraes: auditor-fiscal da Receita Federal, lotado na Delegacia da RFB em São José do Rio Preto (SP). É servidor público desde 1995.

Como revelou o portal Metrópoles, investigações apontam que o sigilo fiscal de Viviane Barci de Moraes foi acessado de forma indevida. Além dela, o filho de outro ministro do STF também teve a declaração de Imposto de Renda consultada sem autorização judicial.

A Polícia Federal apura agora se houve pagamento ou outro tipo de vantagem em troca do acesso às informações protegidas por sigilo.

Fonte: Hora Brasilia