A escassez de combustíveis nos postos de gasolina castiga os motoristas franceses. Uma greve dos trabalhadores da TotalEnergies, que bloqueiam várias refinarias, se estende há dez dias. Segundo o governo francês, 15% dos postos estão completa ou parcialmente desabastecidos.
“Vemos que no fim do mês temos cada vez menos dinheiro ou não temos mais. Os gastos aumentaram com energia elétrica, gasolina”, diz David Guillemard, que trabalha há 22 anos na empresa. “Minha esposa trabalha longe de casa e é obrigada gastar um tanque de gasolina por semana. Encher o tanque hoje ficou muito caro, pagamos mais de € 100 há tempos.”
Os altos lucros da Total e os € 5 bilhões de dividendos repassados aos acionistas da multinacional irritam os trabalhadores.
“Tem dinheiro nessa empresa. A Total não é uma pequena padaria que tem que sobreviver em meio à crise. Essa é uma empresa que surfa na crise, que se beneficia da crise, que registra lucros excepcionais, apesar da situação atual. Por isso, acreditamos que os trabalhadores devem receber uma parte disso e manter seus níveis de vida”, diz o sindicalista Alexis Antionoli.
Além da refinaria do Havre, a biorrefinaria (que trabalha com biomassa) de La Mède, no sudeste, e o depósito de combustíveis de Flandres, também no norte, estão paralisados nesta sexta-feira, além da base de carregamento de Grandpuits, na região parisiense.
Outra greve também bloqueia duas refinarias da Esso-ExxonMobil na França.
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