O ministro Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, se reúne nesta quarta-feira (8) com representantes da Suzano e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) para discutir soluções para as recentes invasões a propriedades da empresa na Bahia.
O MST diz que a companhia não cumpriu com um acordo para assentamento de famílias em suas propriedades. A Suzano, por sua vez, alega que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) não realizou as demarcações na região.
No Brasil, a legislação proíbe invasões de terra e só autoriza desapropriações para fins de reforma agrária de regiões improdutivas. O MST alega que a Suzano pratica a monocultura com o plantio de eucalipto, mas não há qualquer previsão legal contra monocultura.
De acordo com o movimento, cerca de 1.700 famílias reivindicam a desapropriação “imediata dos latifúndios para fim de reforma agrária, tendo em vista que estas propriedades atualmente não estão cumprindo sua função social”.
