Conselheira de direitos LGBTQIA+  e  uma amiga cisgênero foram impedidos de entrar em banheiro feminino.

Conselheira municipal de direitos LGBTQIA+  e  uma amiga cisgênero foram impedidos de entrar em banheiro feminino .

Conselheira municipal de direitos LGBTQIA+ Jhully Carla de Sousa foi vítima de transfobia ao tentar usar o banheiro feminino da Prefeitura de Crato nesta quarta-feira (8). A cearense e ativista trans estava na sede do poder municipal para um evento e foi trocar de roupa, quando foi impedida por um servidor municipal. 

Ela estava junto a uma amiga cisgênero. O guarda municipal “mandou” Jhully ir ao banheiro masculino e pediu que somente a colega dela entrasse na ala feminina. 
“É inadmissível que em um dia como hoje [Dia Internacional da Mulher], eu sofra essa violência. Eu disse para ele que é meu direito e que eu iria usar o banheiro de acordo com minha identidade de gênero”, comenta Jhully.

A conselheira relatou que se sentiu “deslegitimada”. Do lado de fora da Prefeitura, ela conta que foi realizado um protesto para reivindicar seus direitos. 

“Reivindicamos nosso direito para que profissionais possam aprender a respeitar a população trans e travesti.

Esse espaço é nosso. Se eu me reconheço como mulher, tenho que usar o banheiro que me cabe”.
Procurada pelo Diário do Nordeste, a Prefeitura de Crato informou que “até o momento” não foi feita uma denúncia sobre o caso e que só serão instaurados procedimentos para apurar o caso seja realizada uma notificação. 

A gestão não soube responder se o servidor municipal em questão será capacitado para que casos como o de Jhully não ocorram novamente