Apesar das manifestações de entidades de liberdade de imprensa e de direitos humanos contra a repressão na Bielorrússia, mais jornalistas foram condenados à prisão esta semana no país que fechou 2022 como um dos principais carcereiros de profissionais de imprensa do mundo.
Na sexta-feira (17), um tribunal da capital, Minsk, sentenciou as jornalistas Maryna Zolatava e Lyudmila Chekina a 12 anos de detenção em uma colônia penal, segundo a mídia local e organizações de direitos humanos.
Zolatava era editora-chefe do portal independente de notícias Tut.by, e Kastiuhova era a diretora-geral.
Jornalistas lideravam o maior portal da Bielorrússia
O site, que era o de maior audiência do país, com 200 milhões de visitantes únicos por mês, foi fechado pelo governo em maio de 2021 depois que a polícia revistou as redações e as casas dos funcionários, prendendo 15 deles.
Chekina e Zolatava foram consideradas culpadas de sonegação de impostos, organização de atividades destinadas a incitar ódio racial, étnico, religioso ou social e apelos públicos por meio da mídia e da internet com o objetivo de prejudicar a segurança nacional da Bielorrússia, informou a Radio Free Europe.
Três outros réus no caso, Volha Loyka, Alena Talkachova e Katsyaryna Tkachenka, fugiram do país antes do julgamento.
A sessão foi realizada portas fechadas. A Associação de Jornalistas da Bielorrúsia, que está banida e opera a partir do exílio, disse que “o processo contra o Tut.By e a condenação de seus funcionários é uma vingança cruel pela verdade que o site entregou a milhões de pessoas”.
fonte: P.U
