FIM DA GREVE HOJE: Tarcísio surpreende grevistas pela rapidez ao aceitar o desafio proposto e libera a CATRACA LIVRE no metrô paulista

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo anunciou que o Metrô aceitou liberar a catraca neste dia de greve. A presidente do sindicado, Camila Ribeiro Lisboa, instruiu, inclusive, que os grevistas voltem aos postos, durante uma live no Facebook. Cerca de uma hora depois do anúncio, o Metrô confirmou o acordo.

“Atenção metroviários e metroviárias, o Metrô acabou de enviar uma carta aceitando a liberação da catraca”, anunciou a sindicalista em live por volta das 8h. “Ele pediu ao sindicato e à categoria para saber em quanto tempo a gente volta para o posto de trabalho. Nós estamos orientando a todos a voltarem neste momento para os seus postos de trabalho, de todas as áreas”, completou.

Os metroviários decidiram parar por 24 horas após não chegarem a acordo com o governo Tarcísio de Freitas e o Metrô sobre o pagamento de abono, entre outras demandas. Com a liberação das catracas, as negociações mudam de figura.

“O Metrô comunicou ao Sindicato dos Metroviários a liberação do funcionamento do sistema nesta quinta-feira (23) com liberação total das catracas (catraca livre, entrada gratuita), de forma a não prejudicar ainda mais a população que depende do transporte”, confirmou a empresa em nota.

“A medida será colocada em prática, condicionada ao retorno imediato de 100% dos funcionários da operação e manutenção, para garantir a segurança dos passageiros. A liberação deve gerar prejuízo dificultando ainda a saúde financeira da empresa”, completa o Metrô.

Entenda posicionamento

Sem acordo entre o Metrô e os funcionários que entraram em greve nesta quinta-feira (23), o governo do estado de São Paulo concordou em liberar as catracas, com a contrapartida de que 100% dos grevistas voltem ao trabalho e a operação seja normalizada.

O governo ressaltou que a liberação deve gerar prejuízo, o que prejudica a saúde financeira da empresa. “A Companhia reforça que tentou todas as formas de negociação, inclusive com a concessão de benefícios como o pagamento de progressões salariais, escreveu o governo do estado, em nota. “A empresa também cumpre integralmente com o acordo coletivo de trabalho e as leis trabalhistas.”

A greve afeta quatro das seis linhas de metrô da cidade: os ramais 1, 2, 3 e 15 são de responsabilidade estatal. As linhas 4 e 5 foram concedidas para a iniciativa privada e operam normalmente.

Os metroviários decidiram pela greve em assembleia realizada na noite de ontem, após terem se reunido com a direção do Metrô no Tribunal Regional do Trabalho. O motivo seria justamente o não cumprimento de acordos trabalhistas.

De acordo com os sindicalistas, os representantes da companhia alegaram não ter autorização do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) para pagar o abono reivindicado pela categoria.

Fonte: Ant.