Marmitas ‘de milhões’: Saiba quanto as penitenciárias gastam com comida para detentos na Bahia

Está cada vez mais próximo o dia em que as quentinhas para detentos dos presídios do Rio de Janeiro cheguem ao fim. A proposta da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) do estado carioca quer que os presos comecem a produzir suas próprias refeições.

A ideia teria o objetivo de melhorar a qualidade da alimentação e, ao mesmo tempo, tirar os custodiados da ociosidade. A novidade, inclusive, pode também trazer economia às penitenciárias, isso porque o gasto com marmitas em presídios chega aos milhões de reais.

Na Bahia, a situação é diferente. Segundo informações publicadas no Diário Oficial do Estado, somente em contrato firmado com uma empresa fornecedora de marmitas, a Seap vai gastar mais de R$ 17 milhões em 12 meses.

De acordo com o documento, a contratada é a Aroma e Sabor Alimentação e Serviços LTDA. Apenas para a Penitenciária Lemos de Brito (PLB), por exemplo, foi firmado um contrato de R$ 17.896.864,56 para o recebimento de quentinhas por um ano, com início em janeiro de 2022.

O alto valor não é cobrado à toa, já que a PLB possui o terceiro maior número de detentos (873) entre os presídios baianos, perdendo apenas para o Conjunto Penal de Juazeiro (971) e o Conjunto Penal de Feira de Santana (1.681), conforme dados da Seap de abril de 2023.