Lulinha, filho de Lula, reaparece em agenda oficial de presidente em Portugal

Presidência diz que Lulinha viajou com ‘recursos próprios’ e que convite foi feito por ‘todas as partes envolvidas’ na realização do evento

BRASÍLIA – Na quarta viagem oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, seu filho mais velho, o acompanhou durante dois eventos em Portugal. Mesmo sem cargo público, Lulinha, como é conhecido, participou da cerimônia de entrega do prêmio Camões, na última segunda-feira, 25, ao cantor e compositor Chico Buarque, no Palácio de Queluz, em Sintra.

Nos dois mandatos do pai, Lulinha conseguiu sair de monitor de zoológico e instrutor de informática para dono de sete empresas, incluindo a Gamecorp/Gol, que teve aporte milionário da estatal Telemar na gestão petista. O caso foi investigado por suspeita de tráfico de influência, uma vez que, após a injeção de R$ 5 milhões, o governo Lula mudou regras do setor de telecomunicações para viabilizar a fusão da Telemar com a Brasil Telecom. Este caso foi arquivo sete anos após iniciadas as investigações.

Em reação às críticas sobre essa transação, Lula saiu em defesa do primogênito, em 2006, com uma frase célebre: “Que culpa tenho eu se meu filho é o Ronaldinho dos negócios” – Ronaldinho Gaúcho estava então no auge de sua forma. Lula disse, ainda, que nada havia de ilegal no caso e que seu filho não podia ser culpado de ter talento como empresário.

A presença dos filhos de Lula em viagens oficiais era comum em suas duas primeiras gestões. Das quatro viagens internacionais feitas por Lula até agora, porém, esta é a primeira em que se tem notícia da presença de ao menos um de seus filhos.

Em 2009, o presidente foi alvo de críticas por permitir que Lulinha e mais 15 acompanhantes pegassem carona em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB). À época, a viagem era para levar o então presidente do Banco Central (BC) Henrique Meirelles a São Paulo.