Maioria dos deputados foi contra o Planalto em votações importantes, como no PL das Fake News e em mudança no arcabouço fiscal. Sigla tem três ministérios e 59 parlamentares.
Antes mesmo de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciar oficialmente os ministros que fariam parte de seu governo, em dezembro, o líder do União Brasil na Câmara, Elmar Nascimento (BA), já indicava que a sigla não seria base fiel do presidente na Casa.
Passados quase sete meses, a independência do União Brasil tem se confirmado com o resultado em votações contrárias ao governo.
As rusgas do partido, que tem 59 deputados na Câmara, com o governo começaram ainda nas articulações para formar os ministérios de Lula.
No início, o próprio líder da sigla, Elmar Nascimento — um dos aliados mais próximos do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) —, chegou a ser sondado para chefiar uma pasta na futura Esplanada de Lula.
A ideia, no entanto, foi vetada pela ala petista da Bahia, já que o deputado é adversário histórico da sigla no estado.
O União Brasil foi fundado em 2021 a partir de uma fusão entre os antigos PSL e Democratas – o primeiro, inchado nos últimos anos após eleger o presidente Jair Bolsonaro, e o segundo, historicamente ligado à centro-direita no país.
Nos bastidores, deputados de partidos do Centrão apelidaram a sigla de “Desunião Brasil”, pela forma como muitas vezes a bancada se divide. Isso se deve também ao fato de o partido ter origem em duas siglas de identidades diferentes.
