Ao discursar na sessão da CPMI do dia 8 de janeiro destinada ao depoimento do Tenente-Coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro reprovou duramente a conduta dos parlamentares esquerdistas, que não garantem aos outros a presunção de inocência que exigem para os seus, e denunciou a prática de “fishing expedition” contra pessoas associadas ao ex-presidente.
O senador apontou que o depoimento representa “um capítulo muito triste que a gente vê alguns Parlamentares da extrema esquerda escrevendo aqui nesta CPMI”. Ele apontou o julgamento prévio do depoente, por fatos sem qualquer relação com o objeto da Comissão, e contrastou com o tratamento dado a figuras da esquerda: “São as mesmas pessoas que dizem que Lula é inocente, alguém que foi condenado em primeira instância; condenado, por unanimidade, em segunda instância; prisão e condenação confirmadas no STJ; prisão, manutenção da prisão e condenação confirmadas pelo Supremo Tribunal Federal – e eles querem insistir com essa mentira de que Lula não teria feito nada. As mesmas pessoas, Tenente–Coronel Cid, que vêm aqui com a maior cara lavada falar para o Brasil que o senhor já está condenado, que o senhor é culpado, que a culpa da guerra da Rússia contra a Ucrânia é do Tenente–Coronel Cid; o senhor, que ainda está com inquéritos em aberto, para ver se há culpabilidade, para ver se o senhor será condenado em alguma punição”.
Flávio Bolsonaro apontou ainda que os parlamentares da esquerda estavam até mesmo ameaçando a família do depoente: “Pessoas tão baixas, sem escrúpulos, sem moral, querem explorar até a sua família, para tentar fazer com que o senhor invente alguma coisa que satisfaça essa gana persecutória deles. Os mesmos que defendem hoje que Lula teria sido injustiçado, por muito, mas por muito menos, já estão condenando aqui o senhor”.
O senador lembrou o fato notório de que o ministro de Lula, Flávio Dino, não agiu para impedir os atos do dia 8 de janeiro, e comparou com a velocidade com que o ministro ordena perseguições políticas. Ele disse: “Eu vejo o Governo Lula sendo rápido em instaurar investigações para analisar discurso de Parlamentar. Aí é rápido! Agora, para chamar a Força Nacional para impedir depredações, no dia 8, foi lento. Esqueceu! Avisaram, mas ele não deu muita importância. Eu quero ver esse mesmo ímpeto da extrema esquerda aqui nesta CPMI de pedir prisão de depoente, porque, em público, o Ministro da Justiça já está mentindo descaradamente: que não sabia de relatório de GSI, de Abin, que não tinha informação de nada, quando as provas documentais – pelo menos aquelas às quais nós já tivemos acesso, aqui na CPMI – mostram claramente que ele sabia e não tomou as providências que lhe cabiam! Assim como o ex-Ministro do GSI sabia que tinha um batalhão da Guarda Presidencial a postos, para reforçar a segurança do Palácio do Planalto, e não o fez. Eu quero ver, quando eles se sentarem aqui para depor, se eles vão continuar bancando essas mentiras. Eu quero ver se a extrema esquerda vai pedir a prisão dele. Eu quero ver se a extrema esquerda vai ficar ameaçando o Ministro antes de ele sentar aqui para testemunhar, como fizeram com o Tenente-Coronel Cid”.
