Conheça Cristina a jornalista que denunciou o narcotráfico que alimenta os partidos da esquerda no mundo

Por Ricardo Galuppo


Crítica ferrenha dos governos socialistas, a jornalista espanhola põe o dedo na ferida e diz que o dinheiro do narcotráfico alimenta os partidos da esquerda no mundo

O tráfico de drogas financia a esquerda", diz jornalista espanhola -  Notícias sobre giro cidades - Giro Marília Notícias

Nascida na cidade de Valência, Cristina Segui é uma das mais conhecidas jornalistas da Espanha. Com uma carreira de destaque em importantes órgãos de imprensa do país, vinculou-se, no início de 2014, ao Vox, a força nova da direita espanhola. Ficou pouco tempo na militância política — tendo se desligado em dezembro do mesmo ano, insatisfeita com a condução do programa do partido.

De volta ao jornalismo, atuando em órgãos independentes e com forte presença nas mídias digitais, ela acompanha com atenção especial os bastidores da política ibero-americana. Um dos seus temas mais recorrentes, já há algum tempo, vêm sendo as denúncias da conexão que muitos observadores percebem entre os partidos de esquerda que, em busca de financiamento, se deixaram infiltrar pelo narcotráfico latino-americano.

Sem meias palavras, ela não poupa de críticas os líderes da esquerda na região, inclusive os brasileiros Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Eles, no entanto, são peças secundárias no tabuleiro em que Cristina analisa as conexões da esquerda ibero-americana. A jornalista acompanhou com especial interesse a recente prisão do ex-chefe da Inteligência do governo chavista da Venezuela, Hugo Carvajal. Conhecido como El Pollo (ou O Frango), Carvajal estava foragido desde setembro de 2019, quando o governo espanhol autorizou, a pedido do DEA, o Departamento Antidrogas do governo americano, sua extradição para os Estados Unidos. Para ela, Pollo só ficou tanto tempo longe da Justiça — na Espanha e em Portugal — porque contou com o apoio de uma rede poderosa de políticos empresários influentes em Madrid e Lisboa.

Nesta entrevista ao Portal iG e ao jornal O Dia, Cristina analisou a situação da política na Europa e na América Latina a partir de um ponto de vista que contraria a visão, predominante no Brasil, de que o avanço das ideologias de direita coloca em risco a democracia.

Ao contrário, ela é especialmente crítica com os veículos que qualificam os esquerdistas que cometeram atentados e sequestros como “ativistas políticos”. Além disso, traçou um cenário assustador, em que aponta não só o vínculo entre o narcotráfico e os partidos de esquerda da Península Ibérica e da América Latina como, também, a extensa rede que une os interesses da esquerda nos dois lados do Atlântico.

A senhora foi uma das poucas jornalistas de seu país a dar destaque e a acompanhar os desdobramentos da prisão de Pollo Carvajal. E, também, a denunciar a proteção que ele recebeu, em seus dois anos de fuga, dos governo da Espanha e de Portugal…

Carvajal, que é o ex-chefe da inteligência chavista, desapareceu na Espanha sob o comando do Centro Nacional de Inteligência da administração do PSOE e do Podemos — ambos financiados pelo narcotráfico da América Latina. Passou, desde que desapareceu, quase três anos em Portugal, sob a proteção de políticos e empresários portugueses e espanhóis. É vital compreender e insistir nesse contexto. Estamos a falar que El Pollo Carvajal, que teve a proteção do governo de Pedro Sánchez (do PSOE, presidente do governo, como é chamado o primeiro-ministro da Espanha) e que só foi encontrado quando o ministro do Interior espanhol, Fernando Grande-Marlaska quis, pois havia sido informado pelo DEA e pelos serviços de inteligência de Israel do paradeiro do chavista pelo menos três meses antes da prisão.

A senhora está dizendo que Carvajal contou com a proteção de autoridades espanholas?

Na Espanha, Carvajal teve o apoio de Pablo Iglesias, o líder do Podemos na Catalunha. Também foi apoiado por Jaume Asens, advogado dos terroristas jihadistas em meu país. Contou com a ajuda de algum agente da CNI e do ex-presidente do governo, José Luis Rodríguez Zapatero, embaixador do chavismo na Europa e “protetor” de terroristas do ETA na Espanha.

A relação entre Zapatero e Carvajal é estreita? Que relação é essa?

Hugo Carvajal foi chefe de inteligência da Venezuela entre 2004 e 2014. Rodríguez Zapatero foi presidente do governo entre 2004 e 2011. Pesquisas realizadas ao longo dos anos comprovam sua influência direta para estabelecer uma rede que ocultava as rotas do narcotráfico da Venezuela à Espanha.

O embaixador da Espanha na Venezuela, Raúl Morodo, foi um dos patrocinadores dessas operações, conforme disseram minhas fontes. Morodo é investigado no escândalo de corrupção da PDVSA, pelos subornos ao chavismo, e Zapatero sabia disso. Eles desviaram mais de 35 milhões de dólares da petroleira para a vice-presidência chavista. Nenhum tolo pensa que Zapatero não estava por dentro e que não houve mordidas no dinheiro.

Essa conexão se limitava à Espanha?

Não. O filho de Raúl Morodo, Alejo, recebia, por uma hora de serviços a Chávez, o equivalente ao salário mensal de 200 trabalhadores venezuelanos. Recebia 739 euros por hora para “assessorar” a petroleira PDVSA. Alejo é casado com a filha do advogado e político português Manuel Dias Loureiro. É um dos homens mais influentes do Partido Social Democrata de Portugal — e mantém no Brasil negócios com lulistas e pessoas envolvidas na Operação Lava-Jato. Ainda hoje, Manuel Dias Loureiro tem muitos políticos do PSD nas mãos. Entre eles, menciono José Luis Arnaut, que foi vice-ministro de Durão Barroso de 2002 a 2004

A senhora mencionou que também há empresas privadas envolvidas…

Sim. Como eu disse, também há empresas privadas envolvidas e elas deveriam ser submetidas a uma investigação internacional. El Pollo saiu de Portugal num jato privado da Mota-Engil, construtora portuguesa propriedade da família Mota e conhecida como a “empresa do regime português”, por sua influência decisiva na política daquele país. A Mota-Engil controla todos os principais políticos portugueses e sua influência se estende àqueles que poderiam estar potencialmente mais “agitados” na oposição …

A rede que a senhora descreve é muito complexa e abrangente. Há outras ramificações?

O presidente do governo, Pedro Sánchez, obrigou a regulamentação da Lei do Centro Nacional de Inteligência (CNI), no início de 2020, e incluiu o líder do (partido espanhol de esquerda) Podemos, Pablo Iglesias, na Comissão Delegada do Governo para Assuntos de Inteligência. Iglesias teve acesso a todos os segredos do Estado e logo se retirou da política. Ao sair, foi substituído na Comissão Delegada por outra integrante do Podemos, a terceira vice-presidente, a igualmente perigosa Yolanda Díaz.

Pablo Iglesias é acusado de ligações com o narcotráfico na Venezuela? Pelo que se comenta, ele seria uma espécie de ponte entre o governo chavista de Caracas e algum tipo de corrupção relacionada ao narcotráfico ou a algum grupo terrorista…

Para Iglesias foi, e continua sendo, fundamental tentar controlar os integrantes da CNI encarregados de investigar as ligações criminosas entre o narcotráfico, o narcoterrorismo e outros financiadores da liderança do Podemos. Iglesias sempre se gabou de que nenhum juiz jamais investigou o Podemos por seus laços econômicos com o chavismo. Naturalmente, isso aconteceu porque todo o fluxo de financiamento, algo em torno de 4 milhões de euros, foi canalizado para a fundação Centro de Estudos Políticos e Sociais (CEPS) em Valência, Espanha.

Esse era o único canal de acesso da esquerda espanhola ao dinheiro dos governos de esquerda da América Latina?

Havia também a Neurona Consulting, empresa de consultoria vinculada à esquerda latino-americana e a Juan Carlos Monedero, outro integrante destacado do Podemos. Mas o CEPS foi o principal mecanismo de transmissão e recebimento de dinheiro que arrecadaram das ditaduras.

Ele foi “beneficiário” dos fundos arrecadados com o suposto trabalho de pesquisa e assessoria aos regimes políticos da esquerda ibero-americana, como os de Dilma Rousseff e de Luiz Inácio Lula da Silva, no Brasil. Entre 2008 e 2009, Iglesias foi um membro destacado do Conselho Executivo da Fundação. E isso significava ser um beneficiário direto de ditaduras da droga, como a venezuelana.

Mas e quanto à ligação entre Iglesias e o governo chavista? Existe alguma comprovação desse fato?

Se Iglesias era ou não “a ponte” entre o governo chavista da Venezuela, acho que era, antes, um companheiro. O dono desse negócio no Fórum de São Paulo foi e é Zapatero. Embora Iglesias sempre tenha sido o estagiário. (Nicolás) Maduro (ditador da Venezuela) é um traficante e, também, o filantropo de Iglesias — que compartilha sua ideologia marxista com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), os esquadrões da morte de Chávez e o narcoterrorista Evo Morales (ex-presidente da Bolívia). Iglésias é a mão de todas as atividades criminosas.

Essas conexões estão restritas à América Latina e aos países Ibéricos?

Iglesias recebeu pelo menos 9,3 milhões de euros da teocracia islâmica iraniana, do regime dos aiatolás, por meio de sua produtora 360 Global Media. O Serviço Executivo da Comissão de Lavagem de Dinheiro e Delitos Monetários estimou nesse valor as receitas auferidas por empresas suspeitas de lavagem de dinheiro, com as quais o ex-vice-presidente do Governo Pablo Iglesias tinha envolvimento. Trata-se de um trabalhador do regime iraniano para desestabilizar a Espanha e a democracia, com o conluio do PSOE.

Sua posição crítica em relação ao governo já rendeu alguma ameaça?

Durante seu mandato, Iglesias fez exatamente o mesmo que fizeram o PSOE e a genocida chavista Delcy Rodrigues, de quem é amigo. Ameaçou com a prisão os jornalistas críticos a ele. Eu mesma fui ameaçada.

Iglesias deixou a vice-presidência do governo e hoje dirige um programa de rádio. Alguns consideram seu movimento como uma manobra para ganhar impulso mais adiante. Outros dizem que ele deixou a cadeira do Congresso para não ser alcançado pela sujeita que pode surgir depois da prisão de Carvajal…

Que estratégia a senhora acredita que ele está colocando em prática?

Hoje o poder máximo está nas mãos dos meios de comunicação privados, alimentados pelo orçamento público. Eles foram de fato nacionalizados por este governo comunista com vários objetivos. O primeiro é eliminar o jornalismo ideológico contrário, bem como o jornalista dissidente. Eles corrompem a realidade e a história ao considerar, por exemplo, que os terroristas não são terroristas, mas ativistas políticos. Ajudam gerações inteiras a esquecer que na Espanha existiu uma gangue terrorista marxista, o ETA, que assassinou mais de 900 pessoas. E dizem que o que está acontecendo na Venezuela é democrático. Na prática, as TVs foram nacionalizadas por este governo. Como foram na Venezuela

Como essa estratégia é posta em prática?

Este governo substituiu os gabinetes dos juízes pelos aparelhos de TV. Apresentadores que pensam todos da mesma maneira e que estão todos milionários, agora fazem as vezes de juízes. Eles têm a palavra sobre qualquer dissidência da sociedade civil e política que não se curve a esse sistema. A maioria dos políticos está em pânico. Iglesias sabe disso e por isso sempre disse: “Em vez de ministérios, dê-me os telejornais.”

E onde Pollo Carvajal entra nessa história?

Iglesias agora trabalha para o Gara, jornal do ETA que era usada para produzir as “provas de vida” às famílias dos sequestrados pela gangue terrorista. Também trabalha com (o empresário de comunicação da Catalunha) Jaume Roures, marxista que colaborou com o comando de Barcelona da gangue terrorista e que passou dois anos na prisão por isso. Golpista de um dos maiores grupos audiovisuais da Espanha. Lixo marxista encontra lixo marxista. Claro, se Pollo falasse, Iglesias pularia no ar.

As acusações que a senhora faz são graves. Existe algum fato recente que ajude a comprovar o vínculo entre o governo espanhol, Pollo Carbajal e o governo na Venezuela?

Sim. Há um episódio rumoroso a respeito de um voo não autorizado que tempos atrás pousou no aeroporto de Barajas, em Madrid, com a vice-presidente da Venezuela, a genocida Delcy Rodrígues a bordo. Há testemunhas que afirmam que mais de quarenta maletas foram desembarcadas e foram admitidas no território espanhol sem que tenha havido qualquer registro oficial de seu conteúdo…

Como se deu esse episódio?

Ele envolveu muita gente ligada ao governo espanhol. Inclusive o ex-ministro das Obras Públicas, José Luis Ábalos. Esse senhor trabalhou durante 25 anos como consultor nas chamadas “missões de cooperação internacional” na Colômbia e no Peru e é um velho conhecido dos ex-guerrilheiros do M-19 e das FARC. É um daqueles golpistas que se autodenominam “observadores internacionais” para camuflar suas pequenas viagens com malas cheias de dinheiro dessas organizações criminosas. O socialismo perverteu a narrativa em todos os países que tocou, chamando o extermínio marxista e unilateral da população desarmada e inocente de “processos de paz”.

Onde Abalos entra na história?

O lógico é que foi ele quem foi buscar a genocida Delcy Rodríguez, que teve a cabeça posta a prêmio pelo governo dos Estados Unidos. Mesmo proibida de pisar na Europa, ela tinha na agenda um encontro com Sánchez e Iglesias. Isso havia sido combinado entre o vice-presidente do governo da Espanha e o ditador Nicolás Maduro. Ábalos levantou-se de madrugada e foi fazer o trabalho sujo, conforme a orientação que recebeu do ministro do Interior Grande-Marlaska e da ministra das Relações Exteriores, Arancha González Laya — que hoje está sob investigação da Justiça por sua responsabilidade na entrada em território nacional, em 2020, do genocida e líder da Frente Polisário, do Saara, Brahim Gali. Ábalos mentiu uma dezena de vezes. Acompanhou algumas malas com conteúdo sensível, para liberá-las da fiscalização aduaneira. O governo da Espanha entrou em contato com o Juiz de Instrução responsável pela área e ordenou a eliminação das imagens gravadas pelo sistema de vídeo do aeroporto, que comprometiam o Departamento de Obras Públicas.

Que consequências pode ter essa ligação do governo do PSOE com o regime chavista? É suficiente para gerar um escândalo capaz de precipitar uma renúncia ou uma grande crise governamental?

O PSOE tem laços históricos com o chavismo. Do mais explícito, de Zapatero com Maduro, passando para outros, mais confusos, entre o ex-presidente de Castilla la Mancha, Emiliano Page-Sanchez (PSOE) e o milionário Jose Bono, que foi ministro da Defesa com Zapatero. Em 2005, Zapatero anunciou o acordo para a venda de navios para a Marinha da Venezuela. Eram quatro Embarcações de Vigilância Costeira com um custo total de 508,68 milhões de euros; e quatro Patrulhas Oceânicas de Vigilância da Zona Econômica Exclusiva, por um total de 698,71 milhões de euros.

O custo total da operação foi de 1.207 milhões de euros. O Governo da Venezuela pagou 1.246 milhões de euros na operação. Quase 40 milhões de euros a mais do que o valor do contrato. Isso porque apareceu uma empresa de intermediação chamada Rabazven Holding, que embolsou 3,5% do dinheiro. De acordo com o comunicado oficial do Governo Zapatero tratava-se de um prêmio estatal. Isso só fede à mordida econômica do chavismo.

Existe algum outro governo envolvido? É possível que negócios como esses tenham sido realizados sem que houvesse alguma participação do governo de Cuba? Existe algum papel do regime cubano em tudo isso?

Cuba é o germe do mal em toda a América Latina. Carvajal nunca teria tido proteção na Espanha se não houvesse uma rede sinistra entre o PSOE e o Podemos, com Maduro e o Fórum de São Paulo hoje liderado por Díaz-Canel, o atual ditador de Cuba. Carvajal foi o responsável pelos contatos com o G2, a Direção de Inteligência cubana. Foi, também, figura fundamental no tráfico de drogas e na venda de armas para as FARC. E, como já disse, Carvajal, durante muitos anos, conseguiu estabelecer uma relação estreita com funcionários do CNI, na Espanha, para encobrir a rota do narcotráfico que conduzia à comunidade autônoma da Galícia.

Pollo Carvajal chegou a afirmar que Iglesias tinha intenção de apagar as pistas de suas ligações com o Hezbollah, com a Venezuela e com o financiamento ilegal de seu partido. Houve alguma atenção da mídia para isso?

A Venezuela e o Peru, na América do Sul, assim como Portugal e Espanha, na Europa, estão invadidos por assassinos cubanos e pelo Hezbollah. Todos eles se relacionam. Na Venezuela, a ministra Iris Varela é amiga de Pablo Iglesias por exemplo. No Peru, com a recente mudança de regime e conversão ao comunismo, Quiroga Vargas, um muçulmano xiita convertido, se juntou ao presidente Pedro Castillo, a quem considera um “irmão na luta”.

Ambos participaram juntos de muitos protestos. “Nosso apoio a Pedro Castillo é porque ele é nosso parceiro de luta”, disse Quiroga Vargas. Quiroga Vargas declarou, durante a campanha eleitoral, quando a candidata Keiko Fujimori ainda tinha chances de vitória, que, entre eles, “há favores econômicos e políticos. Se as coisas mudarem para Keiko Fujimori, então me movo rápido, estou esperando e as pessoas estão prontas, isso vai ficar muito violento”. Todos eles são amigos de Iglesias e apoiados publicamente pelo Podemos.

Qual é o papel do Brasil nessa história?

É justamente em São Paulo que estão instaladas as principais bases da inteligência do Hezbollah, cubana, venezuelana e marroquina. Os setores mais radicais do Marrocos vão se instalar no Brasil e os chineses vão apoiar o Marrocos na maior cidade brasileira por meio de entidades como o Haitong Bank. Que, mais do que um banco, é a verdadeira agência de inteligência econômica chinesa.

De acordo com o próprio Pollo Carvajal, se ele puxasse o cobertor, até mesmo bancos e redes de negócios surgiriam. Ele também diz que haveria uma conexão de alto nível com os meios de comunicação espanhóis. Isso faz sentido?

São apenas ameaças. Os meios de comunicação são controlados pelo Governo. Veremos empresas envolvidas na lavagem de dinheiro do negócio de drogas hispano-americano? Será que veremos o El Pollo confirmar a informação que publiquei há poucos dias na minha conta do Twitter sobre o banco que parece apoiar este tipo de operação que está chegando à Espanha através de Lisboa?

O que existe de concreto nessa história e que banco é esse?

Existe em Portugal o aeroporto regional de Lisboa Cascais-Tejo, situado perto da vila de Tires. É um local extremamente discreto, onde os voos e os jatos privados abundam acima de tudo, fazendo as delícias de quem anda com pastas cheias de dinheiro. O lugar é um velho conhecido da DEA para as operações de transporte de dinheiro negro e tráfico de drogas. O grande banco operacional que apoia essas operações terroristas é o Abanca, um banco espanhol com sede em Betanzos, La Coruña, Galícia. A entidade opera sob a marca Abanca desde 2014 e está presente na Espanha, em Portugal e em outros nove países da Europa e América.

Em todo esse quadro, o Hezbollah e o Irã parecem muito presentes, como protagonista, canais de lavagem de dinheiro e de apoio ao regime venezuelano. É aí que apareceria, e Carvajal quase disse isso claramente, o partido Podemos, Pablo Iglesias e portanto, o Governo da Espanha. Há algum sinal de nervosismo nas fileiras do governo?

Há uma pressa e uma obsessão desordenada para controlar e reformar o mais alto órgão judicial, o Conselho Geral da Magistratura. Se isso for alcançado, não haverá muro de contenção contra a barbárie comunista.

Por que Pollo Carvajal ainda não foi extraditado? Em vista de tudo isso, o governo espanhol estaria interessado em retardar ou de tentar evitar a extradição? Existe perigo de suicídio na prisão?

Tudo pode acontecer, mas não vejo isso viável com os olhos da mídia internacional presente. Você não vai se lembrar, mas em 2019 J.C. Márquez, cúmplice chavista na trama do embaixador socialista de Zapatero, Raúl Morodo, foi encontrado morto em um apartamento de Alcobendas. Não foi Caracas. Foi no coração da capital da Espanha.

Zapatero, que era Presidente do Governo da Espanha, tornou-se uma pessoa de confiança do atual Governo da Venezuela há muitos anos. Qual é o papel que desempenha na Espanha e no atual governo? Tem a aprovação do governo, ou sua proteção?

Absolutamente tudo. Ele é o germe e o embaixador de Maduro na Espanha.

Em um programa que a senhora realizou na mídia espanhola, “Estado de Alarma”, um analista entrevistado chegou a apontar os nomes de empresas que fariam parte de uma suposta rede de empresas responsáveis por lavar o capital do tráfico de drogas, das quais Zapatero presumivelmente participaria em posição de destaque…

Sim, houve isso. A Jade Capital, por exemplo, empresa de Dubai que maneja fundos roubados da Venezuela por meio de Silvia Flores, na rota entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos. Zapatero parece ser um parceiro “fantasma” dessa empresa.

Para concluir. Quando Joe Biden iniciou seu mandato como presidente, tanto Pedro Sanchéz quando o PSOE entenderam que poderia haver uma maior aproximação da Espanha com os Estados Unidos. Existe realmente essa possibilidade de sintonia? Em que se traduzirá o resultado da possível extradição de Pollo Carvajal? Isso pode apressar a extradição de Carvajal?

De forma alguma. Mesmo sendo um globalista, Biden despreza Sánchez como ele mesmo demonstrou ao se recusar a recebê-lo ou ao fingir que ele não exista nos corredores das cúpulas internacionais em que estiveram juntos. Um exemplo claro de até que ponto Sanchéz é visto como inimigo pelos Estados Unidos é a postura do presidente norte-americano em favor do rei de Marrocos, Mohamed VI, no que diz respeito à crise migratória e o desembarque de mais de 20 mil pessoas em Ceuta em menos de um dia, neste verão.

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