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O DRAMA DA CULTURA: LER OU NÃO LER, EIS A QUESTÃO

por Alessandro Loiola

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Em um país com 38 milhões de analfabetos funcionais e 16 milhões de analfabetos absolutos, o Brasil possui cerca de 400 editoras e pouco mais de 3.000 livrarias – o que representa, segundo a Associação Nacional de Livrarias, 1 livraria para cada 64 mil habitantes. Deste total, 55% estão na Região Sudeste, 19% no Sul, 16% no Nordeste, 6% no Centro-Oeste, e 4% no Norte. A média é inferior ao recomendado pela UNESCO, que é de 1 livraria para cada 10 mil habitantes.

Poderíamos explicar o baixo número de livrarias culpando a digitalização. Realmente, a era digital está mudando a maneira como os livros são produzidos e comercializados: por exemplo, 30% das vendas da Livraria Saraiva e 23% das vendas da Livraria Cultura ocorrem on-line, ao passo que a Livraria Travessa vende on-line o mesmo número de livros que comercializa em suas unidades físicas.

Ainda que 52% dos brasileiros se considerem “leitores” (eram 40% em 1980), e ainda que o mercado editorial brasileiro fervilhe com o lançamento de quase 40 novos títulos a cada dia, as elevadas taxas de analfabetismo e o baixo número de livrarias físicas contam uma história bem triste – uma história que foi evidenciada no resultado do Teste PISA 2018:

Entre os 77 países avaliados quanto à leitura, terminamos na 57ª posição, cravando 413 pontos. Em 2009, nossos alunos haviam marcado 412 pontos. Ou seja: após uma década de políticas socialistas-progressistas, muito foi gasto, e nada foi feito.

Felizmente, chegou a hora de mudar isso.

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