Coronavoucher é usado para comprar comida, aponta pesquisa

Pesquisa Datafolha realizada entre 11 e 12 de agosto mostrou que a maior parte dos brasileiros que solicitaram o auxílio emergencial do governo federal — popularmente chamado de coronavoucher — usaram o benefício para comprar comida.

Dos respondentes, 53% apontaram a alimentação como destino final do dinheiro. Outros 25% usaram os recursos para pagar contas e 16% custearam despesas domésticas.

No Nordeste, os números evidenciam a desigualdade social do país. Por lá, 65% dos entrevistados afirmaram utilizar o coronavoucher para a compra de alimentos. Entre os entrevistados mais pobres da pesquisa, esse índice é de 61% e entre os com menos instrução, 59%.

Para 44% do total de entrevistados, os R$ 600 são a única fonte de renda, sendo que 54% dos que se inscreveram ganham até dois salários mínimos.

No Nordeste, o auxílio emergencial é a única fonte de renda para 52% de quem respondeu a pesquisa, enquanto no Sudeste essa porcentagem cai para 42%.

As populações do Norte e do Centro-Oeste foram as que mais pediram o coronavoucher: 50%. 45% dos nordestinos o fizeram, no Sudeste, 36% e no Sul, 34%.

Setenta e cinco porcento dos desempregados entraram com pedido para receber o benefício, bem como 71% dos trabalhadores informais. Apenas 6% dos servidores públicos o fizeram.

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