Papa ‘se curva’ à China e renova acordo que permite ao Estado comunista selecionar bispos da igreja

Ignorando os apelos e os gritos de sofrimento da igreja perseguida, o Vaticano renovou um acordo secreto no sábado (24) que permite ao Estado chinês selecionar os bispos na China.

Os detalhes do acordo nunca foram divulgados, mas os resultados não têm sido bons.

O Vaticano defendeu a renovação do acordo de 2018 com a China contra as críticas de que “o papa vendeu a igreja perseguida”, dizendo que o acordo secreto “era necessário para evitar uma perseguição ainda pior”.

Embora os detalhes do acordo secreto não tenham sido divulgados ao público, sabe-se que a China insiste que deve estar envolvida na seleção de todas as lideranças religiosas chinesas, incluindo os bispos católicos, porque o Estado – não a igreja – é a autoridade final no país. O papa concordou com essas diretrizes chinesas com a desculpa de que era pra “evitar mais perseguições”, no entanto, a igreja católica não sofreu menos perseguição no país desde que o acordo foi assinado em 2018. Na verdade, ela sofreu mais.

O acordo que o Papa fez com a China deu início a uma tempestade de perseguições. Desde 2018, a Igreja Católica tem sido atacada, agredida e perseguida quase todos os meses.

De acordo com a Agência Católica de Notícias, as províncias de Jiangxi e Fujian, no leste da China, são as regiòes onde têm particularmente mais perseguições. Padres católicos foram presos e aqueles que se recusaram a assinar acordos, concordando com os bispos nomeados pela China, foram expulsos de suas casas, suas igrejas foram fechadas e eles foram forçados a se esconder.

Em julho e agosto de 2019, pelo menos cinco igrejas católicas na diocese de Yujiang foram fechadas à força e os membros foram perseguidos. Em meados de agosto, o governo de Yingtan perseguiu um padre católico clandestino e disse aos membros de sua igreja que todos os subsídios governamentais básicos seriam interrompidos se eles não cortassem os laços com a igreja que era considerada pelo governo do Partido Comunista Chinês como “ilegal”.

Na província de Henan, a China começou a destruir as enormes cruzes de ferro que se destacavam nas duas torres da diocese de Anyang.

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