‘Muitos chineses estão se convertendo na África; isso está levando o Partido Comunista Chinês ao desespero’

Uma tendência interessante está ocorrendo na África: enquanto centenas de milhares de chineses vão lá para fazer negócios, muitos deles estão se convertendo a Jesus Cristo. Eles entram em contato com africanos locais, que então compartilham o Evangelho de Cristo com eles. Os chineses convertidos então retornam à China e vivem ativamente sua fé cristã lá, segundo o Dr. Christopher Rhodes, da Universidade de Boston, nos EUA.

“Isso está levando o Partido Comunista da China ao desespero”, escreve Rhodes.

Ele descreve como a fé cristã africana é contagiosa entre os chineses e como isso se espalha para muitos deles. Ele explica: “A fé cristã dá muito conforto aos imigrantes chineses, precisamente porque muitas vezes eles se sentem sozinhos e sem muitos contatos. Muitos africanos evangélicos, por sua vez, priorizam o evangelismo e a conversão desses não-crentes. Chineses, muitas vezes criados sem fé, costumam se converter”.

“Também é interessante que os africanos os recebam de braços abertos e façam o possível para facilitar ao máximo para os chineses participarem dos cultos e reuniões entre os irmãos em Cristo. Por exemplo, eles incorporaram o idioma Mandarim aos cultos em muitas igrejas. Os chineses são recebidos em uma comunidade calorosa e ficam emocionados com a forte conexão que sentem”.

A notícia de que os chineses na África estão abertos à fé cristã também chegou aos missionários chineses que moram em Taiwan. Por sua vez, eles viajam para a África para alcançar também os empresários chineses. Na África eles têm uma liberdade que nunca teriam em seu próprio país. Isso também propicia à conversão de chineses em solo africano, diz Dr. Rhodes.

Rhodes descreve como isso se espalha depois. “Muitos dos trabalhadores chineses estão voltando para casa e levando sua nova crença consigo. Regiões, como a província costeira de Fujian, são conhecidas por terem suas casas decoradas com grandes cruzes. Mais e mais imigrantes africanos também estão se mudando para lá. Os africanos não são conhecidos como tímidos, e segundo o Dr. Rhodes, eles evangelizam com intrepidez na rua, apesar de as leis chinesas serem rígidas”.

Perseguição na China

Nos últimos anos, a perseguição aos cristãos na China ganhou um destaque especial devido a um maior acesso às informações através das redes sociais. Porém, a hostilidade aos seguidores de Jesus no país comunista é antiga e há anos preocupa a Igreja cristã ao redor do mundo.

O Partido Comunista Chinês (PCC) não permite qualquer forma de evangelismo em seu território sem seu consentimento. O PCC sempre foi contra o cristianismo ou qualquer forma de religião. Mas as coisas ficaram muito mais difíceis para os cristãos desde que o ditador comunista Xi Jinping assumiu o poder, em 2012.

O PCC introduziu recentemente novas leis para restringir a interação cristã entre chineses e estrangeiros, parecendo indicar que os cristãos estrangeiros são o último alvo da crescente perseguição. As novas leis foram propostas para intimidar os cristãos estrangeiros contra a disseminação do “extremismo religioso” ou o uso da religião para “minar a soberania” da China.

O monitoramento de estrangeiros na China está forte e a China continua a argumentar sobre a necessidade de “proteger” seu povo da manipulação estrangeira. Em 2018, a China publicou seu Livro Branco sobre Religião, que deixava claro que o governo ateu considera seu papel protetor, “como um país socialista sob a liderança do Partido Comunista da China (PCC), a China adota políticas de liberdade religiosa de crença baseada em condições nacionais e religiosas para proteger o direito dos cidadãos à liberdade de crença religiosa, construir relações religiosas ativas e saudáveis ​​e manter a harmonia religiosa e social”. O ‘Livro Branco’ foi intitulado “Políticas e Práticas da China para a Proteção da Liberdade de Crença Religiosa”.

Na visão do PCC, as regras religiosas na China existem para proteger o povo; “quem não segue as regras religiosas não está ajudando o povo, mas prejudicando-o”. Para o Estado comunista, “missionários estrangeiros que operam sem permissão não apenas negam a ciência do ateísmo, mas promovem perigosamente atividades prejudiciais à saúde que perturbam a harmonia social e religiosa da sociedade”. O problema é que raramente, ou nunca, é dada permissão para missionários estrangeiros operarem legalmente dentro da China.

Novos caminhos

Apesar das restrições impostas pelas novas leis para reprimir ainda mais o cristianismo na China, parece que outros caminhos foram abertos para que o Evangelho de Cristo chegue ao povo chinês.

“É irônico que, com as relações comerciais que a China busca com a África, eles estejam importando algo que estão tentando erradicar em seu próprio país: a religião, especialmente o cristianismo”, diz Dr. Rhodes.

Atualmente, o cristianismo na China está crescendo extremamente rápido – também independentemente das influências africanas. Após décadas de opressão e perseguições, a igreja agora tem cerca de 100 milhões de fiéis. Ela tem mais membros que o próprio Partido Comunista (89 milhões). A expectativa é que mais e mais chineses se tornem cristãos. Além disso, os cristãos chineses não cedem à pressão do governo comunista. Muitos cristãos veem a perseguição como um sinal de que estão no caminho certo com Cristo. As igrejas domésticas, em particular, estão crescendo rapidamente na China.

Enquanto o ditador comunista Xi Jinping diz: “Não há força que possa abalar os alicerces desta grande nação. Nenhuma força será capaz de parar a marcha constante do povo chinês e da nação chinesa”, a Bíblia diz: “Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” [Mateus 16:18,19].

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