Abraham Weintraub diz não se arrepender de ter criticado o STF: ‘A gente está lidando com bandidos no Brasil’

O ex-ministro da Educação, Abreaham Weintrab, não está nenhum pouquinho arrependido pelas críticas que fez ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante uma reunião ministerial em abril de 2020.

Na ocasião, Weintraub disse que desejava mandar “vagabundos para a cadeia, começando no STF”. Ele também afirmou que era preciso “acabar com essa porcaria que é Brasília” e classificou a capital do país como um “cancro de corrupção e de privilégio”.

Em entrevista ao programa Opinião no Ar da RedeTV!, o ex-ministro disse que nós (brasileiros) “estamos lidando com bandidos”.

“Não me arrependo. O que me arrependo é de ter colocado a vida dos meus filhos em risco. Tem no Youtube, dá para ver quando cercaram meus filhos e minha esposa em Santarém. Estão documentados, filmados e gravados vários ataques. Eles vieram para cima de mim” — afirmou o atual dirigente do Banco Mundial, referindo-se ao que ele chamou de “mecanismo” de Brasília.

“A gente está lidando com bandidos no Brasil, com criminosos. Pessoas sem escrúpulos” — acrescentou.

Segundo Weintraub, durante sua passagem pelo MEC ele teve de enfrentar grupos organizados que tinham o objetivo de derrubá-lo: “Eu enfrentei três grandes grupos: a tradicional e velha corrupção, o pessoal da ideologia do marxismo cultural e os grandes grupos privados que estão tentando fazer o monopólio da educação privada no Brasil. Este terceiro grupo tem uma bancada grande no Congresso, distribuída por partidos de esquerda até partidos de centro”.

“Ou eu cedia e negociava ou eu enfrentava. Eu precisava ter a militância do meu lado. […] Eu precisava chamar atenção e estar no foco para não ser destroçado pelas forças desse mecanismo. Parti para uma estratégia de confronto e virei alvo de tudo e todos” — prosseguiu Weintraub.

“Nunca pensei em ser o líder da resistência contra essa dominação que está havendo no Brasil, mas acabei me tornando uma referência, dado o meu lado mais combativo”.

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